Análise comparativa de quatro índices clínicos de obesidade em relação a fatores de risco e doenças cardiovasculares em idosos funcionalmente independentes

Introdução A população mundial vem envelhecendo, e apresentando aumento na prevalência de obesidade, que é fator de risco cardiovascular e metabólico. Índices antropométricos, em particular aqueles que evidenciam obesidade visceral, são marcadores de distúrbios cardiometabólicos. Não há consenso sob...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Sousa-Carmo, Sílvia Von Tiesenhausen de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-24032016-150759
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5165/tde-24032016-150759/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Acidente vascular cerebral
Aged
Aged 80 and over
Body mass index
Circunferência de cintura
Coronary disease
Doença das coronárias
Fatores de risco
Idoso
Idoso de 80 anos ou mais
Índice de massa corporal
Obesidade
Obesity
Razão cintura-estatura
Relação cintura-quadril
Risk factors
Stroke
Waist circumference
Waist-height ratio
Waist-hip ratio
Descrição
Resumo:Introdução A população mundial vem envelhecendo, e apresentando aumento na prevalência de obesidade, que é fator de risco cardiovascular e metabólico. Índices antropométricos, em particular aqueles que evidenciam obesidade visceral, são marcadores de distúrbios cardiometabólicos. Não há consenso sobre qual o melhor índice para a população idosa. Objetivo Descrever a associação entre índices antropométricos, fatores de risco e eventos cardiovasculares em idosos funcionalmente independentes. Material e casuística Em revisão de prontuários de instituto público de geriatria foram coletados dados sócio-demográficos, sobre comorbidades, doença coronariana (ICo) e doença cerebrovascular (AVC), e dados antropométricos, a saber: índice de massa corporal (IMC), circunferência de cintura (CC), razão cintura-quadril (RCQ) e razão cintura-altura (RCA). Resultados Foram analisados 989 idosos, 85,6% mulheres, 67,5 ± 5,5 anos, 52,8% com até quatro anos de estudo, 72,6% hipertensos (HAS) e 21,5% diabéticos (DM). A freqüência de dislipidemia (DLP) foi 43,2% e de artrose 66,6%, com predomínio entre mulheres (p=0,015 e p=0,001, respectivamente). Sedentarismo foi relatado por 66,2% e tabagismo por 22,5%, com predomínio entre homens (p=0,004 e p < 0,001, respectivamente). Cerca de 10% dos idosos apresentavam concomitantemente HAS, DM e DLP. ICo foi relatada por 5,5% da amostra, e AVC por 3,2%, com predomínio entre homens (p=0,001 e p=0,013, respectivamente). A maioria apresentou excesso de peso (76,3%) e obesidade central (CC aumentada em 71,4%, RCQ aumentada em 59,4% e RCA aumentada em 84,1%). Houve associação entre IMC >= 35 kg/m2 e CC >= 102 cm e ICo entre homens, com maior risco quando CC >= 102 cm; resultado semelhante ocorreu para homens sedentários. Conclusões A maioria dos idosos apresentava HAS e sedentarismo. IMC, CC e RCQ apresentaram associação com HAS para todos, e RCA apenas para mulheres. CC apresentou associação com DM para todos, e RCQ e RCA apenas para mulheres. Os limites dos índices antropométricos para a população adulta associaram-se ao risco cardiometabólico em idosos. CC apresentou associação direta com ICo e risco sete vezes maior em homens, sugerindo o uso deste parâmetro para a população idosa masculina. Obesidade em idosos deve ser discutida em profundidade e há premência de abordagens direcionadas à promoção de saúde e prevenção de doenças para a população idosa