Efeitos adversos agudos relacionados ao uso de PEG Asparaginase em crianças em tratamento para leucemia linfoblástica aguda

Introdução: A asparaginase (ASN) desempenha um papel crucial no tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), auxiliando na melhora progressiva da sobrevida a longo prazo destes pacientes.Entretanto, possui um perfil de toxicidade específico que pode afetar, dificultar ou impedir seu uso. Atualm...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Senna, Evelin Cristine Mendonça de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13102025-142701
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-13102025-142701/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Acute lymphoblastic leukemia
Adolescentes
Asparaginase
Children
Crianças
Leucemia linfoblástica aguda
Teenage
Toxicidade
Toxicity
Descripción
Sumario:Introdução: A asparaginase (ASN) desempenha um papel crucial no tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), auxiliando na melhora progressiva da sobrevida a longo prazo destes pacientes.Entretanto, possui um perfil de toxicidade específico que pode afetar, dificultar ou impedir seu uso. Atualmente, a L-ASN derivada de Escherichia coli nativa glicolada com polietileno (PEG-Asn) é a preparação de primeira escolha em protocolos de tratamento pediátricos. Os principais efeitos adversos descritos na literatura relacionados a PEG-Asn são as Reações de Hipersensibilidade/Reações Alérgicas e a Pancreatite Aguda. Estudos observacionais retrospectivos sugerem que o uso de pré medicação pode reduzir os efeitos adversos e, consequentemente, a necessidade de suspensão da medicação. Objetivos: Avaliar efeitos adversos relacionados ao uso da PEG-asparaginase e o impacto do uso de pré medicação em crianças com LLA em tratamento de primeira linha. Métodos:Estudo prospectivo, multicêntrico, randomizado de forma centralizada realizado em 10 hospitais. Os critérios de inclusão foram pacientes de 1 a 18 anos com diagnóstico de LLA em tratamento de novo com indicação de PEG-Asn. Critérios de exclusão: Pacientes que não seguiram a randomização, o protocolo de manejo ou com dados incompletos.Pacientes foram randomizados de forma aleatória e simples em dois grupos: Grupo 1 sem pré medicação e grupo 2 com uso de pré medicação (difenidramina,hidrocortisona). Eventos adversos graves foram reportados em até 24 horas do ocorrido e situações especiais em até 48 horas. Resultados: 151 pacientes incluídos no estudo.Os grupos foram comparáveis de acordo com gênero, idade, linhagem de LLA, via de administração e dose mediana. 66 pacientes (44%) foram alocados no grupo de pré-medicação e 85 (56%) pacientes no grupo controle.O gênero masculino foi o mais prevalente em ambos os grupos, assim como a linhagem LLA B e a forma de administração via endovenosa.14 pacientes apresentaram reações adversas graves, como reações alérgicas (n=8) e pancreatite aguda (n=6). A gravidade da pancreatite aguda foi notavelmente maior, necessitando de intervenções e descontinuação da medicação. O uso de pré-medicação não teve influência significativa na ocorrência de pancreatite aguda (p=2,32) ou reações alérgicas (p=4,67). Conclusão: Os achados de nosso estudo revelam um perfil de toxicidade semelhante ao descrito anteriormente na literatura internacional. Além disso, indicam que a pré-medicação não influencia a incidência ou gravidade das reações adversas de hipersensibilidade com PEG-Asn.