Usos indevidos e outros gestos feministas. Da “Glorieta de las mujeres que luchan” (México) às imaginações anticoloniais de Daniela Ortiz (Peru)
Num dos seus últimos textos, Sara Ahmed, a propósito dos usos, explica o poder político das coisas quando nos recusamos a usá-las “adequadamente”. Tomando este argumento como ponto de partida, e desembarcando na análise do uso indevido no contexto latino-americano, este texto estudará dois gestos fe...
| Autor: | |
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Cadernos PROLAM/USP |
| Idioma: | español |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/212055 |
| Acesso em linha: | https://revistas.usp.br/prolam/article/view/212055 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Usos feministas Usos anticoloniales Herencias culturales Inconveniente Arte feminista Feminist uses Anticolonial uses Cultural heritage Inconvenience Feminist art Usos anticoloniais Patrimônio cultural Inconveniência |
| Resumo: | Num dos seus últimos textos, Sara Ahmed, a propósito dos usos, explica o poder político das coisas quando nos recusamos a usá-las “adequadamente”. Tomando este argumento como ponto de partida, e desembarcando na análise do uso indevido no contexto latino-americano, este texto estudará dois gestos feministas: por um lado, analisaremos intervenções recentes, por coletivos feministas, nos bens patrimoniais da Cidade do México. Abordaremos a construção de um memorial público e coletivo onde a estátua de Cristóvão Colombo foi substituída pela silhueta de uma mulher lutadora. Em segundo lugar, tomaremos a proposta da artista peruana Daniela Ortiz para demonstrar como certas práticas artísticas contemporâneas, produzidas na América Latina, podem desviar a conformação do sentido e, com isso, desafiar a sobrevivência desse regime visual colonial e patriarcal. O objetivo geral deste artigo é analisar como as aparições inesperadas de certos corpos (de mulheres, mas também corpos racializados, experiências migrantes etc.) no espaço e no debate público também produzem um desvio irreversível do sentido das coisas e de seus usos. |
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