Caminhos do axé : a transnacionalização afro-religiosa para os países platinos a partir do terreiro de Mãe Chola de Ogum, de Santana do Livramento - RS
A conformação de comunidades dentro do processo de difusão dos sistemas religiosos afro-brasileiros para o Uruguai e a Argentina propicia o surgimento de famílias-de-santo transnacionais, trans-étnicas e trans-territoriais. É o que ocorre na “Casa Africana Reino de Ogum Malé”, com sede em Santana do...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2007 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/10248 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/10183/10248 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Antropologia social Antropologia religiosa Religiões afro-brasileiras Transnacionalização Santana do Livramento (RS) Uruguai Argentina Transnationalisation African-brazilian religion Ritual Border Identity role-playing |
| Summary: | A conformação de comunidades dentro do processo de difusão dos sistemas religiosos afro-brasileiros para o Uruguai e a Argentina propicia o surgimento de famílias-de-santo transnacionais, trans-étnicas e trans-territoriais. É o que ocorre na “Casa Africana Reino de Ogum Malé”, com sede em Santana do Livramento (Brasil), um ponto de partida tradicional para a transnacionalização afro-religiosa na fronteira do Brasil com o Uruguai. Suas filiais encontram-se em Montevidéu (Uruguai) e Posadas (Argentina), havendo ainda ramificações em São Miguel de Tucumã (Argentina). Organizados por mãe Chola, membros desse coletivo percorrem, durante o calendário litúrgico, os vários pontos desse território, visitando-se mutuamente, construindo sua religiosidade e reforçando o pertencimento à rede. Busca-se aqui, através do método etnográfico, recompor a ambiência experimentada durante os rituais e, ao mesmo tempo, identificar os momentos em que os atores envolvidos performatizam tensões identitárias, na medida que, ao se relacionar através de uma estrutura ritual compartilhada, acabam por a experienciar a partir de significantes e práticas culturais informadas por outros pertencimentos, sejam étnicos, lingüísticos ou nacionais. |
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