Muestra Marrana 2015: corpos femininos no pós-pornô latino-americano

Esse trabalho é uma etnografia da Muestra Marrana 7, um dos festivais de pós-pornô mais importantes da Europa apresentado por primeira vez no México D.F. em junho de 2015. Examino a produção do evento, seu lugar na cidade e suas personagens fundamentais, que articulam uma visualidade pós-pornográfic...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Navarrete, Oriana Valentina Miranda
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:español
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/25453
Acceso en línea:http://app.uff.br/riuff/handle/1/25453
http://dx.doi.org/10.22409/PPGA.2016.m.06268556755
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pornô
Pós-pornô
Corpo
Gênero
Sexo
Feminismo
Pornografia
Corpo humano
Porno
Postporno
Cuerpo
Género
Descripción
Sumario:Esse trabalho é uma etnografia da Muestra Marrana 7, um dos festivais de pós-pornô mais importantes da Europa apresentado por primeira vez no México D.F. em junho de 2015. Examino a produção do evento, seu lugar na cidade e suas personagens fundamentais, que articulam uma visualidade pós-pornográfica particular, definindo-se como artivistas, conjunção entre ativismo e arte. Analiso, em particular, corpos femininos em curta metragens latino-americanos, o sangue menstrual e as dobras da pele em corpos gordos como formas de desgenitalização do sexo, exploração do prazer e construção do desejo. O pós-pornô é um movimento artístico e político que nasce em fins da década de 1980, proposto pela ex-atriz pornô Annie Sprinkle. Sintetiza postulados da corrente feminista pró sexo e pró pornô nos Estados Unidos afirmando que a resposta à violência do pornô mainstream e seu olhar eminentemente masculino não é a proibição da pornografia mas sim apropriações outras de representações da sexualidade: se você não gosta do pornô que existe, faça o seu. Durante as décadas seguintes, o pós-pornô se desenvolve com força na Europa e na América Latina, em paralelo ao surgimento da corrente transfeminista que exige o reconhecimento de mulheres trans, lésbicas, bissexuais, putas e todas as que, tradicionalmente excluídas do feminismo bienpensante – branco e de classe meia – viram na pós-pornografia uma ferramenta radical de critica social, de luta e expressão.