Uma história por direito: a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e os Estados da OEA (1959 - 1980)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), foi fundada em 1959 e consolidou como diretriz promover e proteger os Direitos Humanos nas Américas. A CIDH integrou as disputas políticas da Guerra Fria no continente e nesta pesquisa analisamos sua t...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Oliveira, Alexandre Queiroz de
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18032025-103907
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-18032025-103907/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Comissão Interamericana de Direitos Humanos
Dictatorship
Direitos humanos
Ditadura
Human rights
Inter-American Commission on Human Rights
OAS
OEA
Descrição
Resumo:A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), foi fundada em 1959 e consolidou como diretriz promover e proteger os Direitos Humanos nas Américas. A CIDH integrou as disputas políticas da Guerra Fria no continente e nesta pesquisa analisamos sua trajetória desde a fundação até uma nova etapa do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, em 1980. Nesse período, a CIDH estabeleceu-se e vivenciou questões político-jurídicas concernentes à soberania dos Estados, do Sistema Interamericano e do Direito Internacional dos Direitos Humanos, conjugadas às disputas de apropriação dos Direitos Humanos em determinados cenários. Essas experiências estruturam a tese, que abrange os dilemas institucionais de sua formação e a atuação na região do Caribe na década de 1960, a emblemática postura frente às ditaduras no Chile e na Argentina e o impacto das mudanças políticas nos Estados Unidos nos anos 1970. Analisamos a composição da Comissão, atentando para o posicionamento dos sete comissionados, seus mecanismos de ação (principalmente as visitas e os Informes) e a relação com alguns Estados da OEA, cruzando essas duas perspectivas e fontes documentais. Assim, a produção da Comissão foi comparada e conectada com os registros estatais, notoriamente dos Ministérios de Relações Exteriores, da Argentina, Chile, Brasil, Uruguai e do governo dos EUA. Constatamos uma trama transnacional de negociações e embates, ancorada na CIDH e delineando os sentidos conferidos aos Direitos Humanos nas Américas entre 1959 e 1980.