Violência por parceiro íntimo após diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis

OBJETIVO Analisar a prevalência e fatores associados à violência por parceiro íntimo após diagnóstico de doença sexualmente transmissível.MÉTODOS Estudo transversal realizado em Fortaleza, CE, em 2012, com 221 pessoas (40,3% do sexo masculino e 59,7% do feminino) atendidas em serviços de referência...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Andrade, Roumayne Fernandes Vieira, Araújo, Maria Alix Leite, Vieira, Luiza Jane Eyre de Souza, Reis, Cláudia Bastos Silveira, Miranda, Angélica Espinosa
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista de Saúde Pública
Idioma:inglés
portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/130413
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/130413
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Doenças Sexualmente Transmissíveis
diagnóstico
MausTratos Conjugais
Violência
Estudos Transversais
Sexually Transmitted Diseases
diagnosis
Spouse Abuse
Violence
Cross-Sectional Studies
Descripción
Sumario:OBJETIVO Analisar a prevalência e fatores associados à violência por parceiro íntimo após diagnóstico de doença sexualmente transmissível.MÉTODOS Estudo transversal realizado em Fortaleza, CE, em 2012, com 221 pessoas (40,3% do sexo masculino e 59,7% do feminino) atendidas em serviços de referência para tratamento de doenças sexualmente transmissíveis. Os dados foram coletados por meio de questionário aplicado face a face aos participantes. Realizou-se análise multivariada com modelo de regressão logística, utilizando-se a técnica de stepwise. Para análise ajustada, permaneceram as variáveis que tiveram o valor de p < 0,05. Como medida de efeito, usou-se a razão de chances (OR) com intervalo de confiança de 95%.RESULTADOS Referiram ter sofrido violência após o diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis 30,3% dos participantes (27,6% psicológica, 5,9% física e 7,2% sexual). Na análise multivariada ajustada para sofrer violência por parceiro íntimo após a revelação do diagnóstico de doença sexualmente transmissível, mantiveram significância estatística: ter tido relações extraconjugais (OR = 3,72; IC95% 1,91;7,26; p = 0,000), parceiro usar álcool (OR = 2,16; IC95% 1,08;4,33; p = 0,026), sofrer violência antes do diagnóstico (OR = 2,87; IC95% 1,44;5,69; p = 0,003) e ter receio de revelar o diagnóstico ao parceiro (OR = 2,66; IC95% 1,32;5,32; p = 0,006).CONCLUSÕES Pessoas que tiveram relações extraconjugais, que sofreram violência antes do diagnóstico e que tiveram receio de revelar o diagnóstico ao parceiro, bem como o parceiro fazer uso de álcool, tiveram as chances aumentadas para sofrer violência. A prevalência elevada de violência por parceiro íntimo sugere que pessoas com diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis é uma população crítica para a qual devem ser direcionados esforços de intervenção, e que os serviços de referência para atendimento das doenças sexualmente transmissíveis podem ser locais estratégicos para identificar e prevenir a violência por parceiro íntimo.