Devir-terror: o inconciliável e o dialógico nas ações estético-políticas do Coletivo Coiote

Nesse artigo analiso duas ações estético-políticas do Coletivo Coiote. A primeira, uma ação em que imagens sacras foram utilizadas como dildos para masturbações públicas e, logo na sequência, foram quebradas em uma das vias turísticas mais frequentadas da cidade do Rio de Janeiro. Essa ação ocorreu...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira, Andiara Ramos
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Repositorio:Revista Uniletras (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:uepg.br:article/9890
Acceso en línea:https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/9890
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Coletivo Coiote
Pornoterrorismo
Terrorismo poético
Descripción
Sumario:Nesse artigo analiso duas ações estético-políticas do Coletivo Coiote. A primeira, uma ação em que imagens sacras foram utilizadas como dildos para masturbações públicas e, logo na sequência, foram quebradas em uma das vias turísticas mais frequentadas da cidade do Rio de Janeiro. Essa ação ocorreu na Marcha das Vadias do Rio de Janeiro, em 2013, momento no qual o Papa Francisco visitava a cidade para a Jornada Mundial da Juventude católica. A segunda ação foi uma costura vaginal realizada para protestar contra os crescentes casos de estupros na cidade de Rio das Ostras, região dos lagos do Rio de Janeiro, em 2014. Esses dois eventos são aqui pensados a partir das noções de terrorismo poético, de pornoterrorismo e de contrassexualidade, respectivamente engendradas por Hakim Bey e Diana J. Torres em suas obras “Caos, terrorismo poético e outros crimes exemplares” (2003) e “Pornoterrorismo” (2013).