Cartas do hospício: Memória e esquecimento - rastros e insurgências

Este artigo discute sobre o uso de cartas como fontes de pesquisa e sua articulação com os conceitos de memória e esquecimento, no âmbito da história da loucura. Os autores partem do encontro ao acaso com algumas correspondências escritas no início do século XX, por pacientes do antigo Hospício São...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Trevizani, Tiago Marcelo, Silva, Rosane Azevedo Neves da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Estudos e Pesquisas em Psicologia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/43022
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/revispsi/article/view/43022
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:cartas do hospício
loucura
memória e esquecimento
Psicologia
Descripción
Sumario:Este artigo discute sobre o uso de cartas como fontes de pesquisa e sua articulação com os conceitos de memória e esquecimento, no âmbito da história da loucura. Os autores partem do encontro ao acaso com algumas correspondências escritas no início do século XX, por pacientes do antigo Hospício São Pedro, localizado em Porto Alegre (Rio Grande do Sul/Brasil), as quais ficaram guardadas nos seus prontuários e que, aparentemente, não foram enviadas aos seus destinatários. Os procedimentos de exclusão e a regulação dos discursos daqueles que eram tidos como loucos operou um silenciamento desses sujeitos, tomando seus escritos, exclusivamente, como referentes da sua suposta loucura; entende-se que a dinâmica das relações de poder é capaz de produzir "vidas memoráveis" e "vidas pouco dignas de serem lembradas". Destaca-se o compromisso ético-político de uma perspectiva histórica que se compromete com a "memória dos oprimidos". Este estudo examina alguns "rastros do passado", entendendo-os como possibilidade de insurgência daqueles que foram relegados ao esquecimento, neste caso, lembrar do passado é intervir no presente.