Avaliação da Competência Vetorial de Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex quinquefasciatus ao Oropouche orthobunyavirus
As últimas décadas foram marcadas por graves epidemias causadas por arbovírus emergentes e reemergentes. Por ser um país de vasta extensão territorial, com muitas áreas florestais, situado na faixa intertropical do planeta, o Brasil apresenta ecossistemas favoráveis à existência e manutenção de arbo...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2021 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repository: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/66188 |
| Online Access: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/66188 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Aedes aegypti Oropouche Orthobunyavirus Competência Vetorial Vero C6/36 Aag2 Aedes albopictus Culex quinquefasciatus Oropouche orthobunyavirus vector competence Culex quinquefasciatusVero |
| Summary: | As últimas décadas foram marcadas por graves epidemias causadas por arbovírus emergentes e reemergentes. Por ser um país de vasta extensão territorial, com muitas áreas florestais, situado na faixa intertropical do planeta, o Brasil apresenta ecossistemas favoráveis à existência e manutenção de arboviroses. Desde a década de 60, o Oropouche orthobunyavirus (OROV) é responsável por causar diversas epidemias na região da Amazônia Brasileira e em países como Peru, Panamá e Trinidad e Tobago. No entanto, o conhecimento sobre os vetores da doença é limitado, o que dificulta a compreensão sobre a possibilidade desse arbovírus se manter em um ciclo exclusivamente urbano. Neste trabalho avaliamos a competência vetorial de três mosquitos antropofílicos e que estão amplamente distribuídos no território brasileiro: Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex quinquefasciatus, e também comparamos a replicação de OROV em linhagens celulares Vero, C6/36 e Aag2. Submetemos mosquitos ao repasto sanguíneo em alimentador oral artificial mimetizando a forma mais comum de transmissão viral, e a nanoinjeção intratorácica, um sistema que pudesse garantir a infecção com OROV. Demonstramos que tanto a linhagem celular de mamífero (Vero), quanto as de mosquitos (C6/36 e Aag2) foram capazes de serem infectadas pelo OROV. Observamos também que através da alimentação oral nenhuma das três espécies foi capaz de se infectar com o vírus. Porém, quando os mosquitos foram expostos de forma sistêmica, sem que o vírus tivesse que passar pelas barreiras do intestino, houve replicação e disseminação pelo corpo do mosquito. Para verificar a capacidade de transmissão do vírus colocamos mosquitos nanoinjetados com OROV, aos 14 dias pós infecção, para fazerem repasto sanguíneo em camundongos imunocomprometidos (AG129). Dessa forma, constatamos que os mosquitos foram capazes de transmitir o vírus. De modo geral, nossos dados demonstram que os mosquitos estudados são refratários à infecção por OROV quando alimentados por via oral, porém se a barreira do intestino for superada o vírus é capaz de se replicar e ser transmitido ao hospedeiro vertebrado. Isso indica a possibilidade de emergência e manutenção desse arbovírus em ciclos totalmente urbanos, bem como a expansão geográfica para outras partes do mundo. |
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