Modos de morar no Quilombo Ribeirão da Mutuca: ajustes e transformações do território à luz da política de habitação rural.
Este trabalho busca compreender como o modo de morar quilombola se materializa no habitat, e de modo geral perceber os ajustes e transformações ocorridas neste território à luz do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). Seu objetivo central é, portanto, compreender as transformações no modo de...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-27042021-133205 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-27042021-133205/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Habitação rural Habitat PNHR Quilombo Rural housing Território Territory |
| Sumario: | Este trabalho busca compreender como o modo de morar quilombola se materializa no habitat, e de modo geral perceber os ajustes e transformações ocorridas neste território à luz do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). Seu objetivo central é, portanto, compreender as transformações no modo de morar e o habitat quilombola. Trata-se de uma aproximação ao território do Ribeirão da Mutuca, comunidade quilombola localizada no município de Nossa Senhora do Livramento em Mato Grosso, onde a política de habitação rural (PNHR) viabilizou a construção de 150 casas entre os anos de 2014 e 2017. Esta ação situa-se no bojo das ações do Estado neste território, que ao longo dos anos alternou entre espoliações, violências e atendimento mínimo aos direitos de cidadania. Inicialmente, busca-se situar o histórico de formação da comunidade do Ribeirão da Mutuca no contexto nacional de ocupação das terras e conflitos fundiários decorrentes. Esta história permeada de lutas e resistência inicia-se no século XVI com o tráfico de escravizados para o Brasil-colônia e chega até o século XXI, no período que segue o reconhecimento institucional dos territórios quilombolas. Em seguida, aproxima-se da escala dos sítios do Mutuca, busca descrever e analisar as estratégias de sobrevivência e permanência encontradas por esta comunidade ao longo dos anos. Por fim, chega-se à escala da casa-quintal quilombola. Busca-se compreender a dimensão subjetiva da casa e seu entorno enquanto salvaguarda dos saberes ancestrais contidos nos modos de construir e materialização do modo de vida. Ao mesmo tempo, compreende-se a casa enquanto objeto e materialização da intervenção do Estado no contexto do PNHR. Conclui-se que a casa-quintal contém dimensões que se articulam e dão pistas para compreender a produção do espaço e da territorialidade quilombola, de forma que a provisão de moradia e quaisquer outras ações públicas nestes territórios devem partir da compreensão do habitat em sua totalidade. |
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