Ensaios sobre a interdependência macroeconômica entre o Brasil e a China

Face à atual conjuntura econômica internacional, os efeitos da interdependência macroe- conômica entre diferentes economias têm chamado a atenção tanto da sociedade acadê- mica quanto dos policymakers, pois afetam o comportamento dos agregados macroeconô- micos. Os transbordamentos (spillovers) das...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Gercione Dionizio
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/28319
Acceso en línea:https://locus.ufv.br//handle/123456789/28319
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Relações econômicas internacionais
Macroeconomia
Processos estocásticos
Modelos matemáticos
Economia Internacional
Descripción
Sumario:Face à atual conjuntura econômica internacional, os efeitos da interdependência macroe- conômica entre diferentes economias têm chamado a atenção tanto da sociedade acadê- mica quanto dos policymakers, pois afetam o comportamento dos agregados macroeconô- micos. Os transbordamentos (spillovers) das flutuações macroeconômicas entre econo- mias ocorrem, usualmente, via mercados financeiros, preços relativos e trocas internacio- nais. Atualmente, dadas as relações econômicas do Brasil, a China se destacou como uma das economias potencialmente capazes de influenciar as dinâmicas dos agregados macro- econômicos internos. De fato, foi observado que a economia chinesa apresenta grande relevância para as trocas internacionais brasileiras, tendo sido responsável por, aproxima- damente, 24% do fluxo comercial brasileiro em 2019. Assim, este estudo buscou analisar a relação de interdependência macroeconômica entre o Brasil e a China, no período de 2001 a 2017. Nesta análise, foram utilizadas duas abordagens distintas. No segundo ca- pítulo, foram estimados os modelos de vetores autorregressivos (VAR) e de correção de erros vetorial (VECM) e feitos também os testes de cointegração de Granger e Johansen. No terceiro capítulo, foi desenvolvido um modelo de Equilíbrio Geral Dinâmico e Esto- cástico com base na Nova Macroeconomia de Economias Abertas (DSGE-NOEM) para dois países com famílias heterogêneas, ricardianas e não ricardianas, com diferentes aces- sos ao mercado externo. O modelo foi calibrado para as economias brasileira e chinesa. No capítulo 2, foram analisadas as correlações entre os ciclos das principais variáveis macroeconômicas brasileiras (produto interno bruto, consumo, formação bruta de capital, índice de preços ao consumidor, taxa de desemprego, exportações e importações) com o produto chinês. Tendo estes testes como referência, foi observada relação de cointegração entre estas economias. Com base no modelo VECM, verificou-se que os desequilíbrios da relação de longo-prazo existentes entre o produto interno bruto (PIB) do Brasil e da China foram corrigidos apenas pela economia brasileira. Especificamente, dado um des- vio de 1% dessa relação, em média, o PIB brasileiro corrige 11,34% deste desvio, a cada período. Com base nos modelos VAR, verificou-se que, de modo geral, as flutuações do PIB chinês apresentaram efeito prosper-thy-neighbor na economia brasileira. Por fim, no capítulo 3, com base no modelo desenvolvido, foram realizados choques de produtividade e de gastos públicos em ambas as economias. Dadas as equações que caracterizaram o equilíbrio competitivo desse modelo, observou-se que o comportamento otimizador das famílias ricardianas foi determinado por parâmetros relacionados à interdependência ma- croeconômica. Além disso, foi observado efeito negativo do choque de produtividade nos primeiros dez trimestres e nos demais, efeito positivo. Já a expansão fiscal chinesa (choque de gastos públicos) apresentou, em média, impacto positivo. Foram analisados também seis cenários, criados pela variação dos parâmetros que caracterizam a relação de interdependência dos países: ψ, participação dos bens chineses na cesta de consumo das famílias brasileiras; η, elasticidade de substituição entre o consumo de bens domésticos e estrangeiros; e γ, taxa de câmbio real. Destes cenários, observou-se que variações nestes parâmetros afetam tanto a magnitude dos choques quanto a taxa de crescimento e decres- cimento do desvio do estado estacionário. Isto é, variações nestes parâmetros afetam a dinâmica dos choques. Por fim, com base no resultados alcançados, postulou-se que a compreensão do comportamento dos agregados macroeconômicos da China se faz rele- vante para entender o comportamento das flutuações macroeconômicas brasileiras. Além disso, torna-se imprescindível considerar os efeitos da China na economia brasileira para a formulação e implementação de políticas públicas. Palavras-chave: Relações econômicas internacionais. Macroeconomia. Processos esto- cásticos. Modelos matemático.