Flora Tristán y la justicia patriarcal: la insurgencia de “Peregrinaciones de una paria”

Flora Tristan escreveu Peregrinaciones de una paria [As peregrinações de uma pária] entre 1833-1834. O livro é um relato da sua viagem pelo Peru, em busca do reconhecimento de sua família paterna. O fito desta resenha é o de mostrar a atualidade e insurgência do pensamento de Flora Tristan. Destacam...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Duarte, Joana das Flores
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Cadernos PROLAM/USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/204751
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/prolam/article/view/204751
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Flora Tristán
Justicia Patriarcal
Género
Flora Tristan.
Justiça Patriarcal
Gênero
Flora Tristan
Patriarchal Justice
Gender
Descrição
Resumo:Flora Tristan escreveu Peregrinaciones de una paria [As peregrinações de uma pária] entre 1833-1834. O livro é um relato da sua viagem pelo Peru, em busca do reconhecimento de sua família paterna. O fito desta resenha é o de mostrar a atualidade e insurgência do pensamento de Flora Tristan. Destacamos, entre essas rebeldias, a sua transcendência cronológica ao tempo vivido e os elementos fundantes de uma crítica feminista ao sistema de justiça patriarcal. É partindo de sua experiência matrimonial (da tentativa de desfecho dessa experiência) que Flora explora as determinações patriarcais que se interseccionam com o sistema de justiça. Desvenda, a partir daí a relação de dominação e imposição do casamento, bem como a determinação do “papel feminino” no seio da família. Ao trazer a perseguição chancelada pelo Estado do homem sobre a mulher, Flora afirma a atualidade da sua obra após 188 anos da primeira publicação. Sua insurgência não reside apenas no tratamento analítico dado ao apagamento dos fundamentos filosóficos do direito de liberdade das mulheres, mas na sua arguta apreensão sobre a relação de dominação masculina com a formulação jurídica do direito de propriedade privada burguesa. Flora inaugura como princípio revolucionário que o privado, além de público, é político. Destaca-se a relevância contemporânea de sua obra para a América Latina e o Caribe, em especial no pensamento feminista.