Da sujeição à subjetivação: a literatura como espaço de construção da subjetividade, os casos das obras Úrsula e A Escrava de Maria Firmina dos Reis

A presença do negro na literatura brasileira era muito discreta ao longo dos oitocentos. Realidades incontornáveis nas ruas e na estrutura do sistema colonial, eram eles silenciados nos principais romances da época. No entanto, como a presente dissertação pretende mostrar, Maria Firmina dos Reis (18...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Diogo, Luciana Martins
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-01112016-103251
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/31/31131/tde-01112016-103251/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Black-Brazil
Brazilian literature
Escravidão
Literatura Brasileira
Maria Firmina dos Reis (1825-1917)
Mulheres
Negros - Brasil
Slavery
Women
Descrição
Resumo:A presença do negro na literatura brasileira era muito discreta ao longo dos oitocentos. Realidades incontornáveis nas ruas e na estrutura do sistema colonial, eram eles silenciados nos principais romances da época. No entanto, como a presente dissertação pretende mostrar, Maria Firmina dos Reis (1825-1917) desenvolveu em sua produção literária os primeiros personagens negros (escravos ou forros) constituídos enquanto sujeitos na literatura brasileira oitocentista. Assim, em diálogo com estudos que recuperam a produção literária feminina produzida no século XIX, a pesquisa buscou discutir a questão da representação da subjetividade negra na forma literária por meio de uma abordagem metodológica multidisciplinar que articula as contribuições da Crítica Literária, da História e da Sociologia. Para tanto, a presente dissertação centra-se em duas obras da escritora, as quais possuem conteúdos claramente antiescravistas: o romance Úrsula (1859) e o conto A Escrava (1887).