As plantas e seus usos na "Guiné do Cabo Verde" : Almada, Donelha e Lemos Coelho (séculos XV-XVII)
O presente trabalho busca compreender os diversos usos de plantas entre as populações africanas, luso-africanas e portuguesas na região denominada “Guiné do Cabo Verde”, no período do século XV ao XVII. Para a pesquisa analisou-se a obras de André Alvares de Almada, o “Tratado Breve dos Rios da Guin...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/7651 |
| Acceso en línea: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7651 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Senegâmbia Plantas Africanas História Ambiental História da África História Moderna CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| Sumario: | O presente trabalho busca compreender os diversos usos de plantas entre as populações africanas, luso-africanas e portuguesas na região denominada “Guiné do Cabo Verde”, no período do século XV ao XVII. Para a pesquisa analisou-se a obras de André Alvares de Almada, o “Tratado Breve dos Rios da Guiné do Cabe Verde, dês do Rio de Sanagá até os baixos de Santa Ana de todas as nações de negros que há na dita costa e de seus costumes, armas, trajos, juramentos, guerras” de 1594, como fonte historiográfica principal e também as obras de André Donelha, “Descrição da Serra Leoa e dos Rios de guiné do cabo verde”, de 1625 e de Francisco Lemos Coelho, “Descrição da costa da Guine desde o Cabo Verde athe Serra Lioa com todas as ilhas e rios que os brancos navegam”, de 1669; e “Discripção da Costa de Guiné, e situação de todos os portos e rios della, e roteyro para se poderem navegar todos seus rios”, de 1684. O conceito “Guiné do Cabo Verde” assumiu caráter oficial para a Coroa portuguesa e definia a região da costa atlântica africana que fica entre o rio Senegal e o sul da atual Serra Leoa em fronteira com a Guiné Conacri. Apresenta-se o contexto histórico das fontes utilizadas, participante das relações comerciais e culturais específicas de “Guiné do Cabo Verde”. Percebe-se o ser humano como agente ativo e sujeito da natureza e defende-se que as trocas, apropriações e circulação dos conhecimentos relacionado a flora tem fluidez multilateral. Analisou-se como as plantas participam das relações comercias, produtivas e ambientais da região e a forma com que os autores apresentam seus usos e especificidades, utilizando exemplos como o arroz, a noz de cola e o algodão. E por fim busca-se compreender o quando a flora participa das relações sociais, políticas e religiosas na região e como estes conhecimentos circulam entre as diversas populações africanas, luso-africanas e portuguesas, gerando novas formas de interpretar o mundo natural. |
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