Imunoterapia ativa baseada em células dendríticas consorciada à quimioterapia no tratamento de tumores em estágio avançado associados ao HPV-16

O câncer do colo do útero se destaca devido à alta taxa de mortalidade no mundo e, apesar dos tratamentos disponíveis, ainda é considerado um problema de saúde pública e novas abordagens terapêuticas se fazem necessárias. O objetivo deste trabalho consiste na avaliação de um tratamento composto pela...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Victorelli, Karine Bitencourt
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-17102025-123627
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/87/87131/tde-17102025-123627/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:câncer cervical
cervical cancer
cisplatin
cisplatina
HPV.
Immunotherapy
Imunoterapia
Descripción
Sumario:O câncer do colo do útero se destaca devido à alta taxa de mortalidade no mundo e, apesar dos tratamentos disponíveis, ainda é considerado um problema de saúde pública e novas abordagens terapêuticas se fazem necessárias. O objetivo deste trabalho consiste na avaliação de um tratamento composto pela imunoterapia baseada em células dendríticas diferenciadas de medula óssea (BMDC) sensibilizadas in vitro com uma proteína recombinante, em consórcio com agentes quimioterápicos comumente utilizados na clínica, como a cisplatina, contra tumores associados ao HPV-16 em estágio avançado de desenvolvimento. A proteína usada para ativação das BMDCs refere-se à fusão da glicoproteína D do vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1) à oncoproteína E7 do HPV-16 (gDE7). Para alcançar o objetivo proposto, utilizamos o modelo baseado em células tumorais, TC-1 ou TC-1 Luc, que expressam as oncoproteínas E6 e E7 do HPV-16, implantadas no compartimento subcutâneo ou na mucosa intravaginal de camundongos C57BL/6. Como primeira etapa, avaliamos o efeito somente da terapia celular contra tumores estabelecidos, e demonstramos regressão da área tumoral em parte dos camundongos tratados. Em seguida, otimizamos o protocolo e verificamos o potencial imunoterapêutico do tratamento combinado com a cisplatina, em ambos os modelos de tumores. A associação de BMDCs à cisplatina foi capaz de promover aumento na sobrevivência de camundongos transplantados com a linhagem TC-1 de tumores e conferir efeito antitumoral em até 85% dos camundongos tratados. Além disso, o tratamento induziu ativação de linfócitos antígeno-específicos, controlou a imunossupressão mediada pelo tumor e gerou resposta de memória imunológica de longa duração. Essas evidências contribuem para o desenvolvimento de novos tratamentos para o câncer do colo do útero baseados na combinação de imunoterapia ativa e metodologias convencionais como a quimioterapia, que sejam eficazes, com menos efeitos colaterais e com potencial de evitar recidivas, melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.