Quando o Bom Conhecedor de Almas se Torna Psicólogo Experimentante

O principal objetivo deste capítulo é analisar e comentar o que o ecléctico pensador dinamarquês Søren Kierkegaard (1813-1855) entende por conhecedor de almas (sjelekyndig), um termo que este filósofo e poeta peculiar faz equivaler a psicólogo na obra Para auto-exame, recomendado à época contemporân...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Sousa, Elisabete Marques Jesus de
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Estudos e Pesquisas em Psicologia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/56648
Acesso em linha:https://www.e-publicacoes.uerj.br/revispsi/article/view/56648
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Kierkegaard
psicólogo experimentante
imaginação
recriação poético-literári
conhecedor de almas
Psicologia
Descrição
Resumo:O principal objetivo deste capítulo é analisar e comentar o que o ecléctico pensador dinamarquês Søren Kierkegaard (1813-1855) entende por conhecedor de almas (sjelekyndig), um termo que este filósofo e poeta peculiar faz equivaler a psicólogo na obra Para auto-exame, recomendado à época contemporânea. Em concordância com este objectivo, é analisado e comentado o modus operandi do psicólogo experimentante (experimenterende) tal como é assumido por vários dos seus autores narradores, designadamente, Johannes Climacus (em Pós-Escrito), Johannes de silentio (em Temor e Tremor) e Frater Taciturnus (em Estádios no Caminho da Vida). Experimenterende, ou seja, aquele que é definível pela prática da sua capacidade de experimentar, é efetivamente o adjectivo que com maior frequência surge a qualificar o termo "psicólogo". Nesta minha análise, é realçado o papel da imaginação no autor e no leitor e o modo como se associa à faculdade do juízo na interação leitor-texto-autor. É também sublinhado o papel fundamental do poético e do literário em todo este processo.