Tombs as sites of memory: the centrality of the exhumations of Franco and Primo de Rivera in the framework of memory policies in Spain (2007-2023)

Este artigo visa demonstrar o papel de destaque das exumações dos restos mortais de Francisco Franco (2019) e José Primo de Rivera (2023) do chamado Valle dos Caídos, dentre as políticas de memória recentemente adotadas pelo governo da Espanha, especialmente a partir de 2017. Tanto Franco quanto Pri...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Cavichioli, Bruno Gazalle
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Repositório:Revista M (Rio de Janeiro)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.seer.unirio.br:article/12918
Acesso em linha:https://seer.unirio.br/revistam/article/view/12918
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Politics of memory
Exhumation
Franco
Primo de Rivera
Valle de Cuelgamuros
Políticas de la memoria
Exhumación
Politiques de la mémoire
Exhumations
Políticas de memória
Exumação
Francisco Franco
Descrição
Resumo:Este artigo visa demonstrar o papel de destaque das exumações dos restos mortais de Francisco Franco (2019) e José Primo de Rivera (2023) do chamado Valle dos Caídos, dentre as políticas de memória recentemente adotadas pelo governo da Espanha, especialmente a partir de 2017. Tanto Franco quanto Primo de Rivera estiveram enterrados no também denominado Valle de Cuelgamuros até que esforços do governo espanhol ocasionaram suas exumações sob o argumento de que um ditador não poderia ter um túmulo estatal em uma democracia. O objetivo deste trabalho é reforçar o entendimento de que monumentos funerários constituem lugares de memória propriamente ditos e, como tanto, estão sujeitos ao escopo analítico das políticas de memória. Concluiu-se que as exumações tiveram papel de destaque entre as medidas defendidas pelas recentes políticas de memória levadas a cabo pelo governo espanhol encabeçado pelo Partido Socialista Obrero Español por seu histórico de utilização como ponto de encontro de franquistas e falangistas, além da ofensa às memórias das vítimas do golpe, da Guerra Civil e da ditadura que surgiam como consequências diretas e indiretas desses atos.