A inteligência artificial frente ao fascismo : uma discussão a partir do ChatGPT

Este artigo busca problematizar a suposta neutralidade da ferramenta de Inteligência Artificial (IA) generativa ChatGPT por meio de uma discussão naliteratura crítica acerca da governamentalidade algorítmica e do ciberfascismo, bem como um experimento de conversa com o chatbot sobre temas sensíveis....

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Silva, Rodrigo Lages e, Fraga, Juliana, Lacerda, Geovane Dantas, Eichler, Marcelo Leandro
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/291590
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/291590
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Inteligência artificial
Tecnologia digital
Ciberespaço
Fascismo
Artificial intelligence
Cyberfascism
Digital technologies
Inteligencia artificial
Ciberfascismo
Tecnologías digitales
Descripción
Sumario:Este artigo busca problematizar a suposta neutralidade da ferramenta de Inteligência Artificial (IA) generativa ChatGPT por meio de uma discussão naliteratura crítica acerca da governamentalidade algorítmica e do ciberfascismo, bem como um experimento de conversa com o chatbot sobre temas sensíveis. Na primeira parte, são apresentadas definições do conceito de fascismo e discute-se a relação entre cibernética e fascismo, enfatizando a sua vertente contemporânea impulsionada pela mediação algorítmica. Depois, contextualiza-se o surgimento do ChatGPT, cotejando algumas experiências anteriores de IAs evidenciadas como ferramentas de diálogo que se viram obrigadas a lidar com a radicalização política e a alimentação da inteligência artificial com conteúdos sintonizados a um ethosfascista por parte de alguns usuários. Refletimos, também, sobre a presença de IAs generativas na educação, postulando sobre a proximidade do conceito freireano de Educação Bancária com o contemporâneo cibertecnicismo. Na parte empírica, destacamos dados de uma experimentação em formato de entrevista realizada com ChatGPT, na qual são formuladas perguntas que tentam induzir a inteligência artificial a responder se posicionando em determinados debates controversos. Na análise desse experimento, apontamos afinidades dessas respostas com a ideologia política fascista. Ao final, discutimos esses dados à luz do conceito de mediação e de cultura técnica em Gilbert Simondon.