A CRÍTICA DE VICO AO RACIONALISMO CARTESIANO E AO DESAPREÇO À CIÊNCIA HISTÓRICA
Neste artigo, pretendemos apresentar os aspectos essenciais da crítica de Giambattista Vico (1668-1744) ao racionalismo cartesiano e à epistemologia fundante da ciência moderna, em seu esforço para legitimar uma ciência que tem como objeto o mundo das realizações humanas. Para tentar validar uma ciê...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) |
| Repositorio: | Kínesis (Marília) - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.www2.marilia.unesp.br:article/5702 |
| Acceso en línea: | https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/5702 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cartesianismo Ciência Moderna História Verum Factum Giambattista Vico |
| Sumario: | Neste artigo, pretendemos apresentar os aspectos essenciais da crítica de Giambattista Vico (1668-1744) ao racionalismo cartesiano e à epistemologia fundante da ciência moderna, em seu esforço para legitimar uma ciência que tem como objeto o mundo das realizações humanas. Para tentar validar uma ciência da história, seu principal objetivo, Vico percebeu que não poderia utilizar como parâmetro os princípios e a estrutura epistêmica cartesiana, pois o modelo moderno de ciência não teria viabilidade para as ciências humanas, cuja matéria é de natureza incerta e irregular, por isso fez-se necessário a reformulação de um modelo que legitime esta área do saber. Diferentemente do positivismo lógico, que almeja ser o normatizador da epistemologia científica na modernidade, Vico nos apresenta outra trajetória mediante o conceito de verum factum, pelo qual a ciência não é uma “régua aposta à realidade”, mas limita-se apenas àquilo que se conhece as causas, em outras palavras, o que se cria. Colocase, com isto, imediatamente de encontro à comunidade acadêmica, fundamentalmente ao cartesianismo e ao modelo matematizante de ciência, tão louvado pelos intelectuais de sua época, os quais testemunhavam os avanços científicos e industriais conquistados. |
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