A infância abrigada : impressões das crianças na casa abrigo

Esta Dissertação sobre Infâncias Abrigadas pretende discutir os modos como as crianças são produzidas e constituídas a partir de suas histórias e lugares, tempos e espaços. Problematizo na pesquisa acerca das “dasguerras” vividas pelas crianças na Casa Abrigo como, por exemplo, a falta da família, v...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Feitosa, Antonio Genivaldo Silva
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/35148
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/35148
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Infância
Criança orfã
Abrigo
Children’s shelter
Infancy
Institution
Descrição
Resumo:Esta Dissertação sobre Infâncias Abrigadas pretende discutir os modos como as crianças são produzidas e constituídas a partir de suas histórias e lugares, tempos e espaços. Problematizo na pesquisa acerca das “dasguerras” vividas pelas crianças na Casa Abrigo como, por exemplo, a falta da família, viver na vulnerabilidade social, privação de liberdade, a dúvida de quanto tempo ficará no abrigo e se vai retornar para a sua família. Meu objeto de pesquisa na dissertação intitulada Crianças abrigadas: Impressões das Crianças na Casa Abrigo me remete a duas perguntas: como as infâncias são produzidas na Casa Abrigo? Quais as impressões destes sujeitos sobre os espaços de abrigamento, por eles vividos com as outras crianças? A participação destes sujeitos em todo o processo de pesquisa instigoume a pensar em instrumentos metodológicos que exigissem a imaginação e a criatividade, tendo em vista a interpretação e as impressões das crianças acerca dos espaços onde elas viviam, aproximando, assim, seus saberes e suas culturas. Ao realizar esta pesquisa com crianças na Casa Abrigo, pretendo fazer emergir as suas narrativas, visto que os estudos que buscam “dar voz” às crianças ainda são bastante recentes no Brasil. As crianças, ao serem investigadas, estão imersas numa cultura e o que proponho é dar visibilidade às experiências vividas por elas neste espaço de abrigamento. A participação infantil pode ser definida na pesquisa como uma mediação que envolve a investigação sobre os mundos sociais e culturais que estão presentes no ser crianças abrigadas. O dar voz à criança, neste momento, me fez entender “o ter voz como um avanço sobre ser silenciado ou ignorado” (Prout, 2010, p.36). Esta pesquisa, no que se refere também à cultura das crianças abrigadas, destaca a necessidade de me situar sobre a realidade delas, colocando-me dentro da pesquisa, na escuta de suas vozes, na construção das atividades propostas como parte do processo investigativo. Sem a intenção de concluir, entendo, a partir deste trabalho, que a constituição das infâncias abrigadas é atravessada por vários discursos das mais diversas ordens, dentre elas, destaco os discursos do: controle, gênero, sexualidade, poder, valores, disciplinamento e normatização.