Filmes biopoliméricos à base de alginato de sódio e enriquecidos com líquido da casca da castanha de caju (LCC) para conservação de carne bovina.

Filmes são camadas finas de materiais utilizados em alimentos, que visam apresentar consideráveis efeitos sob sua conservação, distribuição e comercialização, protegendo-os contra danos microbiológico, químicos, físicos e/ou mecânicos. Dessa forma, objetivou-se produzir e caracterizar filmes biopoli...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: VASCONCELOS, Larruama Priscylla Fernandes de.
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/25837
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25837
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Alimentos perecíveis
Embalagens biodegradáveis
Filmes bioativos
Sustentabilidade
Filmes biopoliméricos - alginato de sódio
Alginato de sódio - filmes biopoliméricos
Líquido da casca de castanha
Carne bovina - conservação
Conservação de alimentos - carne bovina
Perishable food
Biodegradable packaging
Bioactive films
Sustainability
Biopolymer films - sodium alginate
Sodium alginate - biopolymer films
Chestnut shell liquid
Beef - conservation
Food preservation - beef
Medicina Veterinária
Descripción
Sumario:Filmes são camadas finas de materiais utilizados em alimentos, que visam apresentar consideráveis efeitos sob sua conservação, distribuição e comercialização, protegendo-os contra danos microbiológico, químicos, físicos e/ou mecânicos. Dessa forma, objetivou-se produzir e caracterizar filmes biopoliméricos à base de alginato de sódio e enriquecidos com líquido da casca da castanha de caju (LCC) em diferentes proporções, para posterior aplicação em carne bovina, a fim de avaliar seu efeito na preservação deste produto. Para a caracterização dos filmes, o delineamento foi inteiramente casualizado com quatro tratamentos (0%, 0,5%, 1% e 1,5% de inclusão de LCC) e três repetições, onde observou-se formação uniforme dos filmes, em que a adição do LCC proporcionou melhor resistência térmica, aumento da espessura dos filmes (p <0,05) em relação ao tratamento sem inclusão, redução da luminosidade (p<0,05) e incremento (p <0,05) das cores vermelho, amarelo, saturação e o índice de opacidade. A permeabilidade aumentou ao passo que se aumentou o nível de LCC (p <0,05), especialmente para as concentrações 1% e 1,5% LCC, onde, entre ambos, não houve diferença significativa (p >0,05). Então, a partir dos melhores resultados de caracterização, foram aplicados dois destes tratamentos (0 e 1% LCC) em carne bovina a partir do longissimus dorsi, juntamente com amostras controle (sem revestimento), onde realizou-se análises físico-química, oxidação lipídica e análises microbiológicas relativas a contagem total de mesófilos e psicrófilos, em intervalo de 3 tempos (0, 3 e 6), observando-se que ao longo do tempo de armazenamento, não obteve-se diferença estatística (p >0,05) para as coordenadas de L*, a* e b*. O pH das amostras controle aumentaram significativamente (p<0,05), porém as amostras envolvidas com revestimento enriquecido de LCC mantiveram pH estável. A CRA não demonstrou diferença significativa (p>0,05). A PPC evidenciou que o revestimento enriquecido com LCC foi capaz de melhorar a perda pós cocção no terceiro dia de armazenamento. A FC reduziu significativamente (p<0,05), porém o revestimento com inclusão de LCC obteve as menores reduções. Neste tratamento, também observou-se diminuição da oxidação lipídica e menor crescimento microbiano de mesófilos. Recomenda-se, portanto, o uso do filme à base de alginato de sódio e com inclusão de LCC ao nível de 1%, tendo em vista a eficiência dos resultados relativos à caracterização e posterior aplicação, acreditando-se que este produto apresente características promissoras para preservação e consequente melhoria da qualidade de alimentos perecíveis.