Impacto do treinamento muscular do assoalho pélvico em parâmetros eletromiográficos e no equilíbrio postural em idosas

Mulheres idosas podem apresentar fraqueza dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Uma das formas de tratar as disfunções do assoalho pélvico (DAP) é o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP). Pouco se sabe porém sobre a interferência do TMAP e da contração dos MAP no equilíbrio postural....

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Leme, Gianluca Loyolla Montanari
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/250903
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/250903
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Envelhecimento
Assoalho pélvico
Equilíbrio postural
Aging
Pelvic floor
Postural balance
Descripción
Sumario:Mulheres idosas podem apresentar fraqueza dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Uma das formas de tratar as disfunções do assoalho pélvico (DAP) é o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP). Pouco se sabe porém sobre a interferência do TMAP e da contração dos MAP no equilíbrio postural. Objetivos: investigar se o treinamento dos músculos do assoalho pélvico, realizado com eletroestimulação e contração ativa, modifica parâmetros do equilíbrio postural e da eletromiografia dos músculos do CORE em mulheres idosas. Métodos: foram avaliadas idosas moradoras da comunidade do município de Marília-SP, com idade de 60 anos ou mais, com fraqueza dos MAP. Todas as voluntárias passaram por avaliação inicial e reavaliação com anamnese, Avaliação Funcional do Assoalho Pélvico e perineometria – para classificar a funcionalidade e a força dos MAP; eletromiografia (EMG) de superfície dos MAP, reto e transverso do abdômen e multífidos; teste Timed Up and Go (TUG) e Teste de Caminhada de 10 Metros (TC10m) que avaliam o equilíbrio dinâmico e plataforma de força para o equilíbrio estático. O treinamento dos MAP (TMAP) foi composto por 10 sessões, duas vezes por semana e com o uso do perineômetro, eletroestimulação e toque bidigital. Resultados: para o equilíbrio, foram avaliadas 18 voluntárias e para a EMG 10 voluntárias. O TMAP se mostrou eficaz na funcionalidade – força pré e pós treino (2,05±1,39 e 4,00±0,0; p < 0,0001) e endurance pré e pós treino (1,66±1,28 e 36,25±17,40; p < 0,0001) e perineometria – pico pré e pós treino (p = 0,001), platô pré e pós treino (p = 0,001) e tempo de contração pré e pós treino (p = 0,001)). Não foi observado efeito do TMAP sobre o equilíbrio postural. Observou- se aumento significativo da contração dos MAP sobre parâmetros da plataforma de força (deslocamento total: [F(1,17) = 419,89; p < 0,001], velocidade de oscilação [F(1,17) = 396,01; p < 0,001] e área 95% da elipse [F(1,17) = 137,07; p< 0,001]. O TMAP não teve efeito sobre os valores da eletromiografia em nenhum dos músculos avaliados. Conclusão: Os resultados do presente estudo indicam que o treinamento dos músculos do assoalho pélvico não modificou os parâmetros de equilíbrio postural e eletromiográficos. Além disso, a contração dos MAP, realizada durante a avaliação, aumentou o risco de cair, tanto nas condições dinâmicas quanto estáticas.