Sistema Latossolo-Planossolo: autodesenvolvimento pedológico e evolução da paisagem.
As paisagens típicas do semiárido brasileiro são caracterizadas por um relevo predominantemente aplainado e por solos rasos e eutróficos. Entretanto, encontramos paisagens de exceção, com solos espessos, localizadas na transição entre o relevo aplainado e o dissecado, em regiões de rochas cristalina...
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/41547 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41547 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOMORFOLOGIA::PEDOLOGIA Relação solo Semiárido Evolução da paisagem Relevo Soil relationship Semiarid Landscape evolution Relief |
| Resumo: | As paisagens típicas do semiárido brasileiro são caracterizadas por um relevo predominantemente aplainado e por solos rasos e eutróficos. Entretanto, encontramos paisagens de exceção, com solos espessos, localizadas na transição entre o relevo aplainado e o dissecado, em regiões de rochas cristalinas. Nesse contexto, salientamos a importância de investigar a região do baixo curso do rio Gavião (sudeste da Bahia), onde a presença de Latossolos na Superfície Sertaneja ainda é pouco compreendida. Nosso objetivo foi analisar a evolução pedogeomorfológica do baixo curso da bacia hidrográfica do rio Gavião. Adotamos uma abordagem multiescalar que abrangeu desde a análise geológico-geomorfológica, passando pelos compartimentos de relevo e focando nas vertentes e perfis de solo, detalhados em nível micromorfológico. Realizamos levantamentos de campo e análises laboratoriais de solo (físicas, químicas, difratometria de raios X e micromorfologia) para investigar a relação entre os solos e a paisagem. Os resultados revelaram uma topossequência na qual Latossolos se transformam em Planossolos. Observamos que a cobertura latossólica se desenvolveu in situ e está sendo degradada por processos de ultradessecação e argiluviação, resultando em adensamento e perda de material fino devido à formação de uma frente de alteração hidromórfica, culminando na gênese de Neossolos. A predominância da fração grossa nos Neossolos reflete a remoção da fração fina por processo de gleização. Os Planossolos, por sua vez, são formados por processos de argiluviação, ferrólise, bissialitização e reprecipitação de minerais do tipo 2:1. A análise das escalas subsequentes aponta um panorama evolutivo marcado por uma organização arenosa das coberturas latossólicas, pelo acúmulo de argila na baixa vertente, pela concentração de fração grossa nas porções mais baixas do relevo e pelo aplainamento do terreno, iniciado com a alteração do relevo e com o abatimento dos setores de acumulação hídrica. Nesse cenário, observamos um aumento acentuado na erodibilidade dos solos, agravado pela degradação da cobertura vegetal das Caatingas. Em síntese, concluímos que os processos pedogeomorfológicos atuam de forma integrada, configurando um complexo sistema de transformação dos solos e das vertentes, que com o tempo altera o relevo regional. Tais paisagens de transição exigem atenção especial, pois são mais sensíveis à degradação ambiental e requerem de estratégias de conservação adaptadas ao seu padrão evolutivo, de modo a não intensificar os processos erosivos e de desertificação. |
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