Educação, formação cultural e emancipação em Theodor W. Adorno

Em seus estudos sobre a educação, Theodor Adorno avaliou que a formação educacional em nossa época reproduz os valores, o imaginário e as condições sociais dominantes do sistema cultural. A escola no mundo capitalista tem como única finalidade adaptar os indivíduos às formas de domínio social existe...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Dias, Michel Aires de Souza
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-29112021-125539
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-29112021-125539/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dialectic
Dialética
Educação
Education
Emancipação
Emancipation
Experience
Experiência
Semi-formation
Semiformação
Descripción
Sumario:Em seus estudos sobre a educação, Theodor Adorno avaliou que a formação educacional em nossa época reproduz os valores, o imaginário e as condições sociais dominantes do sistema cultural. A escola no mundo capitalista tem como única finalidade adaptar os indivíduos às formas de domínio social existentes, desenvolvendo um conjunto de papéis sociais e de valores, cujo objetivo é a constituição de sujeitos adaptados à ordem social, econômica e política. A partir desse ponto de vista, o objetivo da presente pesquisa é investigar as reflexões de Adorno sobre a educação em suas possibilidades de emancipação. A hipótese que norteia este trabalho é a de que, na filosofia social de Adorno, a emancipação demanda uma educação política, que restaure a aptidão dos indivíduos à experiência, por meio do pensamento dialético. Ele compreendeu a aptidão à experiência como conscientização por meio de uma reflexão direta sobre o objeto, sem a mediação de modelos ou estereótipos já cristalizados no pensamento pela semiformação ou pelos vários mecanismos de dominação social. Com isso, a aptidão à experiência não se refere à capacidade formal de pensar ou ao desenvolvimento lógico formal, mas à capacidade de tomar consciência da realidade de modo pleno e significativo. Para corroborar nossa hipótese, procuramos pensar a educação não como algo isolado da sociedade, mas como parte integrante dasrelações sociais, econômicas, políticas e culturais. O que importa é pensá-la dialeticamente em sua interdependência e conexão mútua com os fenômenos sociais.