Tensões na Escola do Imperador: uma crítica à história única dos trabalhadores do Colégio Pedro II (1837-1889)
Esta tese teve como objeto o Colégio Pedro II no século XIX a partir de um ponto de vista que articulou os campos da história da educação e da história social do trabalho com as perspectivas decoloniais. Trata-se de um estudo cujo objetivo central foi encarar a escola como um espaço de trabalho e, p...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/30745 |
| Acceso en línea: | http://app.uff.br/riuff/handle/1/30745 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Colégio Pedro II Decolonialidade Africanos livres Inspetores de alunos Professores Memória Decoloniality Free Africans (liberated African) Student inspectors Teachers |
| Sumario: | Esta tese teve como objeto o Colégio Pedro II no século XIX a partir de um ponto de vista que articulou os campos da história da educação e da história social do trabalho com as perspectivas decoloniais. Trata-se de um estudo cujo objetivo central foi encarar a escola como um espaço de trabalho e, portanto, examinar as condições laborais das pessoas a serviço desse estabelecimento de ensino desde sua fundação, em 1837, até o final do Império. A pesquisa pretendeu, ainda, dar visibilidade a trabalhadores que não têm sido lembrados nas narrativas construídas a respeito da instituição e desmonumentalizar uma obra tomada como seu sustentáculo – a saber: a Memória Histórica do Colégio de Pedro Segundo, publicada no ano de seu centenário. Por essa razão, fundamentou-se em um corpus documental variado contendo o Almanaque Laemmert, dispositivos legais, relatórios ministeriais e diversos manuscritos, sobretudo os papeis trocados entre os reitores do colégio e as autoridades imperiais. Assim procedendo, as principais discussões centraram-se nos impactos da ideologia liberal de vertente imperial-escravista sobre a organização escolar; na coexistência de livres e escravizados na composição da força de trabalho do colégio; nos conflitos decorrentes das relações laborais e nas estratégias para a mobilização de direitos com foco na atuação dos serventes africanos livres, dos inspetores de alunos e dos professores. |
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