"A terra lhes seja leve": adoecer e morrer na Paraíba oitocentista (1850-1900).
Essa dissertação tem por objetivo analisar os modos de adoecer e morrer na Paraíba oitocentista. De forma mais específica, discutir o contexto das epidemias de varíola, cólera e febre-amarela que, no século XIX, causaram inúmeras mortes e, assim, contribuíram para mudanças significativas nos rituais...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Católica de Brasília (UCB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UCB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:localhost:riufcg/23988 |
| Acceso en línea: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/23988 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Doença Enterramento Ritos fúnebres Cemitério Disease Burial Funeral rites Cemetery História |
| Sumario: | Essa dissertação tem por objetivo analisar os modos de adoecer e morrer na Paraíba oitocentista. De forma mais específica, discutir o contexto das epidemias de varíola, cólera e febre-amarela que, no século XIX, causaram inúmeras mortes e, assim, contribuíram para mudanças significativas nos rituais de inumação, tradicionalmente seguidos na Província da Paraíba. Soma-se a isso, estudar as formas de morrer e os cuidados com o corpo do morto, atentando para a ritualística fúnebre, culturalmente estabelecida no cotidiano dos paraibanos de outrora, e ainda, buscar nas práticas e discursos necrológicos, evidências que indiquem os sentimentos que foram vivenciados e as atitudes que foram tomadas pela sociedade da Província da Paraíba em sua relação com a morte e com tudo que a ela esteja interligado. O corpus documental analisado é composto pelos Relatórios de Presidentes de Província e por impressos jornalísticos provenientes da Paraíba do século XIX. Tomamos como principais aportes teóricos, Philippe Ariès (2014; 2017), que nos ajuda a entender melhor acerca da temática da morte; João José Reis (1991), que nos orienta sobre os ritos fúnebres no Brasil oitocentista; Azemar Soares Júnior (2016; 2020), Oscar de Castro (1945) e Michel Foucault (1984; 1987), os quais nos apresentam informações sobre os contextos fúnebre, médico e higienista e sobre os cuidados do corpo morto, no século XIX. A respito da História Cultural e das Sensibilidades, contamos com as contribuições de Peter Burke (2005) e de Sandra Pesavento (2003; 2007), entre outros autores. No tocante a metodologia, nossa pesquisa é de carácter qualitativo e interpretativo, pautado no método historiográfico da “análise documental”, segundo Jacques Le Goff (1990). Aqui, constatamos que as doenças e as mortes por elas causadas, afetaram, sensivelmente, a vida do povo paraibano no século XIX, causando profundas sequelas nas mentalidades, modificando práticas e costumes culturalmente enraizados e criando novos rumos à história das doenças, da morte e da medicina na Paraíba. |
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