Estratégias de produção da escrita acadêmica de mestrandos e doutorandos surdos
A presente dissertação visou compreender e discutir a produção da escrita acadêmica de mestrandos e doutorandos surdos, usuários de Libras como L1. Para esses acadêmicos, o português é considerado uma segunda língua em uma segunda modalidade, ou seja, L2M2. Para esta investigação, a metodologia esco...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/9873 |
| Acceso en línea: | http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/9873 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES Produção escrita Acadêmicos surdos Letramento acadêmico de surdos Estratégias de produção acadêmica Escrita por surdos Written production Deaf academics Academic literacy of the deaf Academic production strategies Written by the deaf LETRAS |
| Sumario: | A presente dissertação visou compreender e discutir a produção da escrita acadêmica de mestrandos e doutorandos surdos, usuários de Libras como L1. Para esses acadêmicos, o português é considerado uma segunda língua em uma segunda modalidade, ou seja, L2M2. Para esta investigação, a metodologia escolhida foi a qualitativa, tendo como objetivo principal compreender as estratégias de escrita acadêmica produzidas por estudantes de pós- graduação. Foram entrevistados três mestres e três doutores surdos, docentes de Instituições de Ensino Superior. As entrevistas foram realizadas por videoconferência em Libras e, posteriormente, foram transcritas para a língua portuguesa. Os dados foram agrupados em quatro categorias: 1) a presença do TILS no Programa de Pós-Graduação; 2) a experiência com o orientador; 3) o papel da escola; e 4) o processo de produção da escrita. Os entrevistados evidenciaram, em seus relatos, a dificuldade de garantias de direito linguístico nos Programas de Pós-Graduação, tendo em vista que precisam pagar os Tradutores Intérpretes de Libras para que tenham suas produções acadêmicas traduzidas e revisadas, tendo em vista que os Intérpretes estão disponíveis apenas nos momentos de aula. Além disso, relatam a fragilidade do ensino de Português nas escolas, que não os preparam no Letramento Acadêmico. Compreendeu-se que uma das principais estratégias de produção de texto acadêmico é via produção de vídeos, seja para organizar as ideias, de modo particular, seja para comunicação com a Tradutora e Intérprete de Libras. Referem como positivo o fato de a língua de sinais e a cultura surda estarem presentes no ambiente acadêmico. Os dados permitem compreender a necessidade de qualificar o ensino de português nas escolas bilíngues para surdos e de ampliar os tempos de atuação dos Tradutores e Intérpretes de Libras na pós-graduação. |
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