Editorial | The Decolonial Debate: Expressions
Não é certamente por acaso que uma visão decolonial de mundo tem ganhado vigor no momento em que um número crescente de países do Sul global levanta-se contra os mecanismos seculares de dominação dos países norte-atlânticos. Propusemos o tema da decolonialidade para as edições 26 e 27 da revista V!R...
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| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
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Tramontano, Marcelo Pita, Juliano Veraldo da Costa Teixeira, Pedro Plácido Reis, Thamyres Lobato Cavalcanti, Isabella Eloy Nunes, Caio Muniz Tramontano, Marcelo Pita, Juliano Veraldo da Costa Teixeira, Pedro Plácido Reis, Thamyres Lobato Cavalcanti, Isabella Eloy Nunes, Caio Muniz Tramontano, Marcelo Pita, Juliano Veraldo da Costa Teixeira, Pedro Plácido Reis, Thamyres Lobato Cavalcanti, Isabella Eloy Nunes, Caio Muniz |
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Não é certamente por acaso que uma visão decolonial de mundo tem ganhado vigor no momento em que um número crescente de países do Sul global levanta-se contra os mecanismos seculares de dominação dos países norte-atlânticos. Propusemos o tema da decolonialidade para as edições 26 e 27 da revista V!RUS entendendo que as atuais controvérsias expressas no meio acadêmico, que questionam a validade desse pensamento em seus aspectos teórico-conceituais ou metodológicos, constituem uma oportunidade de pesquisa e debate para a Arquitetura, o Urbanismo e áreas afins. Mas move-nos, igualmente, a concordância com alguns de seus pressupostos. Como exemplo, toda a argumentação de autores como Aníbal Quijano, Catherine Walsh, Enrique Dussel, María Lugones, Ramón Grosfoguel e Walter Mignolo sobre o papel fundante e trágico da colonização das Américas na constituição da ideia europeia de Modernidade e sua imposição planetária como perspectiva hegemônica não pode ser ignorada. Parece-nos essencial examinar as origens históricas e sócio políticas de tal processo de dominação, os impactos de sua perpetuação no modo como as sociedades se organizam, e seus desdobramentos nos modos de produção e difusão de conhecimento, nas diferentes áreas. Os muitos trabalhos que recebemos, assim como os apontamentos e observações das dezenas de revisores externos sobre as ideias e experiências compartilhadas nesses escritos, evidenciam algumas questões importantes. Uma delas é a percepção, nesse conjunto, de um real interesse das áreas pelo tema, inclusive porque muitos pesquisadores já vinham abordando temas afins – como as lutas identitárias, as desigualdades socioespaciais nas cidades do continente, os limites dos programas educacionais direcionados a populações com matrizes culturais não eurocêntricas, entre outros –, nem sempre relacionando-os diretamente com o discurso decolonial. Além disso, os trabalhos recebidos provêm de instituições de todo o Brasil e de diversos países da América Latina, apresentando leituras e aplicações variadas das ideias formuladas inicialmente pelo grupo Modernidade/Colonialidade - M/C: ora fecham o foco e aprofundam reflexões sobre situações muito locais e precisas, ora procuram estabelecer diálogos com autores clássicos dos campos da Arte, Arquitetura, Estudos Urbanos, Design, Educação, Literatura, entre outros, sempre enriquecendo, matizando e problematizando questões inicialmente contempladas pelos pensadores do M/C. Os trabalhos que publicamos nestas duas edições, selecionados com grande rigor em um processo de estreita colaboração entre autores, revisores e o comitê editorial da revista, compõem dois conjuntos de sub-temas: reflexões relacionadas ao Território, sua conceituação, análise, produção e modos de intervir – reunidas na V!26 –, e trabalhos sobre Expressões, artísticas, literárias, de gênero e interseccionalidades – reunidos na V!27. |
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Como exemplo, toda a argumentação de autores como Aníbal Quijano, Catherine Walsh, Enrique Dussel, María Lugones, Ramón Grosfoguel e Walter Mignolo sobre o papel fundante e trágico da colonização das Américas na constituição da ideia europeia de Modernidade e sua imposição planetária como perspectiva hegemônica não pode ser ignorada. Parece-nos essencial examinar as origens históricas e sócio políticas de tal processo de dominação, os impactos de sua perpetuação no modo como as sociedades se organizam, e seus desdobramentos nos modos de produção e difusão de conhecimento, nas diferentes áreas. Os muitos trabalhos que recebemos, assim como os apontamentos e observações das dezenas de revisores externos sobre as ideias e experiências compartilhadas nesses escritos, evidenciam algumas questões importantes. Uma delas é a percepção, nesse conjunto, de um real interesse das áreas pelo tema, inclusive porque muitos pesquisadores já vinham abordando temas afins – como as lutas identitárias, as desigualdades socioespaciais nas cidades do continente, os limites dos programas educacionais direcionados a populações com matrizes culturais não eurocêntricas, entre outros –, nem sempre relacionando-os diretamente com o discurso decolonial. Além disso, os trabalhos recebidos provêm de instituições de todo o Brasil e de diversos países da América Latina, apresentando leituras e aplicações variadas das ideias formuladas inicialmente pelo grupo Modernidade/Colonialidade - M/C: ora fecham o foco e aprofundam reflexões sobre situações muito locais e precisas, ora procuram estabelecer diálogos com autores clássicos dos campos da Arte, Arquitetura, Estudos Urbanos, Design, Educação, Literatura, entre outros, sempre enriquecendo, matizando e problematizando questões inicialmente contempladas pelos pensadores do M/C. Os trabalhos que publicamos nestas duas edições, selecionados com grande rigor em um processo de estreita colaboração entre autores, revisores e o comitê editorial da revista, compõem dois conjuntos de sub-temas: reflexões relacionadas ao Território, sua conceituação, análise, produção e modos de intervir – reunidas na V!26 –, e trabalhos sobre Expressões, artísticas, literárias, de gênero e interseccionalidades – reunidos na V!27.Certainly, it is not by chance that a decolonial worldview has been gaining strength at a time when an increasing number of countries in the global South are standing up against centuries-old mechanisms of domination imposed by North Atlantic nations. We have chosen the theme of decoloniality for issues 26 and 27 of the V!RUS journal, recognizing that the current controversies expressed in the academic sphere, questioning the validity of this thinking in its theoretical-conceptual or methodological aspects, present an opportunity for research and debate within Architecture, Urbanism, and related fields. However, our motivation is equally driven by agreement with some of its assumptions. As an example, the entire argumentation of authors such as Aníbal Quijano, Catherine Walsh, Enrique Dussel, María Lugones, Ramón Grosfoguel, and Walter Mignolo regarding the foundational and tragic role of the colonization of the Americas in shaping the European idea of Modernity and its planetary imposition as a hegemonic perspective cannot be overlooked. It seems essential to examine the historical and socio-political origins of such a domination process, the impacts of its perpetuation on how societies are organized, and its implications for the modes of knowledge production and dissemination across various domains. The numerous submissions we have received, along with the feedback and observations from dozens of external reviewers on the ideas and experiences shared in these writings, highlight several important issues. One of them is the recognition, within this body of work, of a genuine interest from various fields in the theme. This is particularly notable because many researchers had already been addressing related topics — such as identity struggles, socio-spatial inequalities in the cities of the continent, the limitations of educational programs directed at populations with non-Eurocentric cultural backgrounds, among others — even if not always directly linking them to the decolonial discourse. Furthermore, the submissions come from institutions across Brazil and various countries in Latin America, presenting diverse readings and applications of the ideas initially formulated by the Modernity/Coloniality group (M/C): Some focus and deepen reflections on very local and specific situations, while others seek to establish dialogues with classical authors in the fields of Art, Architecture, Urban Studies, Design, Education, Literature, among others. In doing so, they consistently enrich, nuance, and problematize issues initially addressed by M/C thinkers. The works published in these two editions, carefully selected through a rigorous process of close collaboration among authors, reviewers, and the editorial committee of the journal, constitute two sets of sub-themes: reflections related to Territory, its conceptualization, analysis, production, and modes of intervention — gathered in V!26 — and works on Expressions, encompassing artistic, literary, gender, and intersectionality themes — compiled in V!27.Não é certamente por acaso que uma visão decolonial de mundo tem ganhado vigor no momento em que um número crescente de países do Sul global levanta-se contra os mecanismos seculares de dominação dos países norte-atlânticos. Propusemos o tema da decolonialidade para as edições 26 e 27 da revista V!RUS entendendo que as atuais controvérsias expressas no meio acadêmico, que questionam a validade desse pensamento em seus aspectos teórico-conceituais ou metodológicos, constituem uma oportunidade de pesquisa e debate para a Arquitetura, o Urbanismo e áreas afins. Mas move-nos, igualmente, a concordância com alguns de seus pressupostos. Como exemplo, toda a argumentação de autores como Aníbal Quijano, Catherine Walsh, Enrique Dussel, María Lugones, Ramón Grosfoguel e Walter Mignolo sobre o papel fundante e trágico da colonização das Américas na constituição da ideia europeia de Modernidade e sua imposição planetária como perspectiva hegemônica não pode ser ignorada. Parece-nos essencial examinar as origens históricas e sócio políticas de tal processo de dominação, os impactos de sua perpetuação no modo como as sociedades se organizam, e seus desdobramentos nos modos de produção e difusão de conhecimento, nas diferentes áreas. Os muitos trabalhos que recebemos, assim como os apontamentos e observações das dezenas de revisores externos sobre as ideias e experiências compartilhadas nesses escritos, evidenciam algumas questões importantes. Uma delas é a percepção, nesse conjunto, de um real interesse das áreas pelo tema, inclusive porque muitos pesquisadores já vinham abordando temas afins – como as lutas identitárias, as desigualdades socioespaciais nas cidades do continente, os limites dos programas educacionais direcionados a populações com matrizes culturais não eurocêntricas, entre outros –, nem sempre relacionando-os diretamente com o discurso decolonial. Além disso, os trabalhos recebidos provêm de instituições de todo o Brasil e de diversos países da América Latina, apresentando leituras e aplicações variadas das ideias formuladas inicialmente pelo grupo Modernidade/Colonialidade - M/C: ora fecham o foco e aprofundam reflexões sobre situações muito locais e precisas, ora procuram estabelecer diálogos com autores clássicos dos campos da Arte, Arquitetura, Estudos Urbanos, Design, Educação, Literatura, entre outros, sempre enriquecendo, matizando e problematizando questões inicialmente contempladas pelos pensadores do M/C. Os trabalhos que publicamos nestas duas edições, selecionados com grande rigor em um processo de estreita colaboração entre autores, revisores e o comitê editorial da revista, compõem dois conjuntos de sub-temas: reflexões relacionadas ao Território, sua conceituação, análise, produção e modos de intervir – reunidas na V!26 –, e trabalhos sobre Expressões, artísticas, literárias, de gênero e interseccionalidades – reunidos na V!27.Nomads.usp - IAU.USP2023-12-22info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfapplication/pdfhttps://revistas.usp.br/virus/article/view/228433V!RUS Journal; Vol. 1 No. 27 (2023): V!27 The Decolonial Debate: Expressions; 1-3Revista V!RUS; Vol. 1 Núm. 27 (2023): V!27 El debate decolonial: Expresiones; 1-3Revista V!RUS; v. 1 n. 27 (2023): V!27 O debate decolonial: Expressões; 1-32175-974Xreponame:Virusinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPporenghttps://revistas.usp.br/virus/article/view/228433/206773https://revistas.usp.br/virus/article/view/228433/206774Copyright (c) 2023 Revista V!RUSinfo:eu-repo/semantics/openAccessTramontano, MarceloPita, Juliano Veraldo da CostaTeixeira, Pedro PlácidoReis, Thamyres LobatoCavalcanti, Isabella EloyNunes, Caio MunizTramontano, MarceloPita, Juliano Veraldo da CostaTeixeira, Pedro PlácidoReis, Thamyres LobatoCavalcanti, Isabella EloyNunes, Caio MunizTramontano, MarceloPita, Juliano Veraldo da CostaTeixeira, Pedro PlácidoReis, Thamyres LobatoCavalcanti, Isabella EloyNunes, Caio Muniz2025-04-11T19:46:35Zoai:revistas.usp.br:article/228433Revistahttps://revistas.usp.br/virus/PUBhttps://revistas.usp.br/virus/oaivnomads@sc.usp.br2175-974X2175-974Xopendoar:2025-04-11T19:46:35Virus - Universidade de São Paulo (USP)false |
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