Avaliação de possibilidades de dispersão passiva do carrapato Rhipicephalus sanguineus sensu lato na cidade de São Paulo
O carrapato Rhipicephalus sanguineus sensu lato (s.l.) é considerado um dos principais ectoparasitos de cães nas regiões tropicais e subtropicais do mundo, incluindo o Brasil. Uma vez que R. sanguineus s.l. é o único vetor da bactéria Ehrlichia canis (agente da erliquiose monocítica canina), a forma...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-21062024-144619 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-21062024-144619/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ehrlichia canis Rhipicephalus sanguineus s.l. Áreas verdes Estabelecimento veterinário Green areas Infestação Infestation Veterinary facilities |
| Sumario: | O carrapato Rhipicephalus sanguineus sensu lato (s.l.) é considerado um dos principais ectoparasitos de cães nas regiões tropicais e subtropicais do mundo, incluindo o Brasil. Uma vez que R. sanguineus s.l. é o único vetor da bactéria Ehrlichia canis (agente da erliquiose monocítica canina), a forma mais eficaz de prevenir esta importante doença é impedir o contato de cães com o carrapato vetor. Dada a adaptação desse parasito às áreas construídas pelo homem, sobretudo em áreas urbanas, este estudo avaliou as possibilidades de dispersão passiva dessa espécie de carrapato na cidade de São Paulo, buscando uma maior compreensão sobre os mecanismos de entrada do carrapato nas residências humanas. Para isso, foram vistoriados 32 estabelecimentos veterinários, em que foi mensurada a contaminação ambiental por fases de vida livre desses carrapatos em suas instalações. Da mesma forma, um total de 51 áreas verdes na cidade, incluindo praças e parques municipais, também foram avaliados através das técnicas de arraste de flanela e armadilha de gelo seco, para presença de R. sanguineus s.l. Dos 32 estabelecimentos visitados, foram coletados carrapatos no dia da visita em cinco deles, representando uma taxa de infestação de 15,6%. Dois desses locais estavam situados na Zona Leste, dois na Zona Sul e um na Zona Norte, e todos os 72 carrapatos coletados nesses locais foram identificados morfologicamente como R. sanguineus s.l. Das 51 áreas verdes visitadas, seis foram positivas para presença de carrapatos no dia da visita, três na Zona Norte, dois na Zona Sul e um na Zona Oeste. Nestes locais foram coletados 82 carrapatos sendo 42 na armadilha de gelo seco e 40 no arraste de flanela, todos pertencentes ao gênero Amblyomma e identificados morfologicamente da seguinte forma: dez A. sculptum, 20 A. dubitatum, quatro A. aureolatum e 48 Amblyomma sp. Os carrapatos R. sanguineus s.l. coletados nos estabelecimentos veterinários foram testados na PCR Real Time para presença da bactéria E. canis e 17,8% das amostras foram positivas, oriundas das Zonas Leste, Norte e Sul. Por fim, foram analisadas as informações contidas em duas importantes coleções acarológicas sobre a presença de R. sanguineus s.l. na cidade de São Paulo, através dos dados de exemplares tombados dessa espécie. Os dados compilados mostraram que 91,4% dos registros que continham hospedeiros, estes eram cães domésticos, o restante teve como origem o interior de residências ou canil; não houve qualquer registro em áreas verdes do município. |
|---|