Efeito agudo da atividade condicionante no desempenho do salto vertical em mulheres treinadas: uma revisão sistemática com metanálise

INTRODUÇÃO: A atividade condicionante é frequentemente utilizada para a melhora do desempenho de tarefas motoras com predominância de potência muscular externa, como o salto vertical. No entanto, não se sabe se esse método é eficiente na população de mulheres treinadas. OBJETIVO: verificar o efeito...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Lopes, Ana Clara Vale
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/17956
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17956
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Complex training
Conditioning activity
Post-activation potentiation
Performance
Vertical jump
Female athletes
Trained females
Treinamento complexo
Atividade condicionante
Potencialização pós-ativação
Desempenho
Salto vertical
Mulheres atletas
Mulheres treinadas
Saltos (Esportes)
Desempenho - Avaliação
Atletas - Treinamento
CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA
Descripción
Sumario:INTRODUÇÃO: A atividade condicionante é frequentemente utilizada para a melhora do desempenho de tarefas motoras com predominância de potência muscular externa, como o salto vertical. No entanto, não se sabe se esse método é eficiente na população de mulheres treinadas. OBJETIVO: verificar o efeito agudo dos protocolos de atividade condicionante no desempenho do salto vertical, avaliados pela altura atingida, em mulheres treinadas. MÉTODOS: Uma revisão sistemática com metanálise foi realizada a partir de estudos identificados e recuperados de cinco bases de dados (Pubmed, SPORTDiscus, Web of Science, Scopus e SciELO). A triagem e elegibilidade dos estudos selecionados foram realizadas por dois avaliadores independentes, seguindo a estratégia PICOS. Os artigos elegíveis tiveram a qualidade metodológica e o risco de viés avaliados através das escalas Testex e Risk of Bias 2.0, respectivamente. O nível de evidência da revisão sistemática foi verificado pela GRADE tool. Os resultados da metanálise foram obtidos através do software RevMan utilizando os valores de médias, desvios padrões e número de participantes por grupo na condição pós-tratamento e condição controle. A diferença média padronizada foi apresentada graficamente através de Forest Plots e o viés de publicação foi apresentado através de Funnel plot e teste de Egger. RESULTADOS: Os principais achados foram: (1) a intervenção com atividade condicionante provocou maiores desempenhos de salto do que o grupo/sessão controle [DMP = 0,91 (IC95%: 0,57; 1,24), I2 = 75%, p = 0,0006], (2) atividades condicionantes dinâmicas apresentam melhores respostas de desempenho de salto do que isométricas [DMP = 1,00 (IC95%: 0,60; 1,40), I2 = 55%, p = 0,06]; (3) atividades condicionantes com séries múltiplas foram superiores no aumento do desempenho do salto quando comparadas àquelas de séries únicas [DMP = 0,88 (IC95%: 0,53; 1,22), I2 = 78%, p = 0,0003]; (4) mulheres atletas e com maior experiência de treinamento parecem ser mais responsivas à atividade condicionante do que mulheres de nível de treinamento mais baixo [DMP = 1,00 (IC95%: 0,60; 1,40), I2 = 55%, p = 0,06]. CONCLUSÃO: A utilização de uma atividade condicionante pode ser uma estratégia interessante de melhora do desempenho agudo do salto vertical em mulheres treinadas. Mulheres atletas e com maior experiência de treinamento parecem ser mais responsivas às atividades condicionantes dinâmicas, com maior volume (3 séries), e com intensidades acima de 70%1RM. Mais estudos são necessários para melhor estabelecer protocolos mais adequados para as mulheres ao treinamento complexo, tendo o salto vertical como medida de desempenho.