Efeitos do tratamento agudo sistêmico de beta-cariofileno em camundongos fêmea saudáveis e em modelo de inflamação sistêmica

Todas as funções do sistema endocanabinoide (SEC) ainda não são completamente lucidadas, entretanto esse sistema é conhecido por apresentar um efeito neuromodulador, atribuído essencialmente aos receptores canabinóide do tipo I (CB1R), dos quais a ativação sistêmica induz efeitos psicoativos. Difere...

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Detalles Bibliográficos
Autores: MONTEIRO, Rayan Fidel Martins, https://orcid.org/0000-0001-6642-4488
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Pará (UFPA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpa.br:2011/15052
Acceso en línea:http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/15052
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::NEUROLOGIA
Canabinoides
Neuromodulação
Receptor CB1 de canabinoide
Receptor CB2 de canabinoide
Lipopolissacarideos
Doenças neuroinflamatórias
NEUROFARMACOLOGIA
NEUROCIÊNCIAS
Descripción
Sumario:Todas as funções do sistema endocanabinoide (SEC) ainda não são completamente lucidadas, entretanto esse sistema é conhecido por apresentar um efeito neuromodulador, atribuído essencialmente aos receptores canabinóide do tipo I (CB1R), dos quais a ativação sistêmica induz efeitos psicoativos. Diferentemente, o efeito imunomodulador do SEC, atribuído essencialmente sobre os receptores canabinóide do tipo II (CB2R), tem sido demonstrado como alternativa de tratamento de diversas doenças inflamatórias agudas ou crônicas, incluindo doenças neurodegenerativas em modelos animais via ativação crônica de CB2R. Entretanto, ainda não está claro os efeitos desse tratamento logo após sua administração. Neste sentido, procuramos investigar os efeitos do tratamento agudo-sistêmico do β-cariofileno (BCP), um fito-canabinóide agonista de CB2R em modelo murino de neuroinflamação induzidos por LPS. Realizamos o teste de Campo aberto (CA) 2 e 4 h após a indução de sickness behavior por Lipopolissacarídeo (LPS) e demonstramos que nos animais pré-tratados com BCP, na janela de 2 h, houve manutenção na qualidade de movimento nos animais que receberam LPS sem alteração na indução de sickness behavior, e aumento da atividade na região aversiva do aparato nos animais que não receberam LPS. Indicando efeito imuno e neuromodulador do BCP. Realizamos também o teste do Labirinto aquático de Morris (LAM) 24 h após a inoculação de LPS, entretanto não foi possível discriminar alterações no aprendizado, porém os animais inoculados e não tratados demonstraram ser mais propensos a formar memória espacial. Por fim, observamos que o pré-tratamento com BCP aumenta a peroxidação lipídica e concentração de nitrito no encéfalo 2 h após a inoculação de LPS, sugerindo assim, aumento imediato do estresse oxidativo pelo tratamento agudo com BCP em modelos de neuroinflamação. Portanto, é de fundamental importância a continuidade da pesquisa dos efeitos neurológicos e imunológicos imediatos ao tratamento com BCP em modelos de animais saudáveis e em modelos neuroinflamatórios para melhor determinação dos riscos atribuídos a esse tratamento, bem como, a adição do tratamento agudo em detrimento do crônico em diferentes patologias neurológicas.