O ministério da polêmica: humor, representações sociais e a gestão da Saúde durante a pandemia
No contexto brasileiro, os impactos da Covid-19 não se restringiram ao âmbito da saúde pública, tendo, assim, reflexos negativos nos aspectos econômicos, sociais e, principalmente, políticos. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, órgão em evidência em crises sanitárias, viu- se instaurado em meio a...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Viçosa (UFV) |
| Repositorio: | LOCUS Repositório Institucional da UFV |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:locus.ufv.br:123456789/31238 |
| Acesso em linha: | https://locus.ufv.br//handle/123456789/31238 https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2023.298 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Análise do discurso COVID-19, Pandemia de, 2020- Caricaturas e desenhos humorísticos Letras |
| Resumo: | No contexto brasileiro, os impactos da Covid-19 não se restringiram ao âmbito da saúde pública, tendo, assim, reflexos negativos nos aspectos econômicos, sociais e, principalmente, políticos. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, órgão em evidência em crises sanitárias, viu- se instaurado em meio a uma instabilidade de gestores: ao longo da pandemia, considerando-se 2020 e 2022, o comando foi alterado por quatro vezes, tendo como ministros Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. Diante desse contexto, objetivamos, neste trabalho, analisar discursivamente as estratégias mobilizadas em charges para a representação do ministro da saúde durante a pandemia no Brasil. Assim, para o corpus, foram selecionadas 30 charges, a partir de pesquisa na plataforma Google, com a busca “charge + nome do ministro da saúde”, publicadas em mídias on-line, de abril de 2020 até fevereiro de 2022. Dentre essas, cerca de 5 charges são referentes a cada período de comando, além de 6 que fazem alusão aos períodos de troca e à situação do Ministério de maneira geral. No que concerne ao arcabouço teórico-metodológico, utilizamos, primordialmente, a Teoria Semiolinguística (TS) de Patrick Charaudeau, considerando-se a sua pertinência e aplicabilidade em referência ao estudo. Assim, percebemos que a análise das charges foi uma tarefa complexa que demanda a utilização de diferentes quadros da TS e que os resultados indicaram que a representação do ministro da saúde do período pandêmico consistiu em um gestor circunscrito por silenciamento, apatia e submissão, em um contexto predominantemente marcado por negacionismo, omissão e passividade, visto que em todas as charges que aparecem interlocução direta entre ex-ministros e ex-presidente, os antigos comandantes da Saúde não possuem fala. Palavras-chave: Análise do discurso. Teoria Semiolinguística. Covid-19. Charges. |
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