Por uma teoria do formato: Reflexões sobre o jornal como sujeito semiótico

Neste trabalho, propõe-se uma reflexão sobre o formato jornalístico com base na semiótica do discurso em ato, de orientação greimasiana. Concentra-se sobre o modo de ser do jornal impresso, com vistas a demonstrar que o sentido, no âmbito de sua recepção, constrói-se por meio da experiência do forma...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Maria Betania do Socorro Moura
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2010
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/FAFI-8U5N8J
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/FAFI-8U5N8J
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sinestesia
Jornal impresso
Jornalismo
Discurso em ato
Comunicação de massa
Jornais
Folha de S Paulo (Jornal)
Descripción
Sumario:Neste trabalho, propõe-se uma reflexão sobre o formato jornalístico com base na semiótica do discurso em ato, de orientação greimasiana. Concentra-se sobre o modo de ser do jornal impresso, com vistas a demonstrar que o sentido, no âmbito de sua recepção, constrói-se por meio da experiência do formato, tomado como devir. Procura-se demonstrar que embora o jornal seja um conjunto significante portador de sentido, este não é atributo imanente à sua materialidade verbo-visual, mas é organizado no formato pela percepção do leitor, que o experimenta como presença afetiva, discurso vivo, puro devir. Conclui-se que, embora condicionado a condutas leitoras culturalmente sedimentadas e aos simulacros que o jornal constrói dia a dia em suas páginas, o leitor o experimenta, a cada leitura, como um acontecer, sempre singular, marcado por uma espécie de oscilação entre a aparência informativa, atravessada por referencialidades e particularidades, e o aparecer da informação, a estesia, que expressa o sentido do devir de todas as coisas, momento em que a materialidade sensível jornal apresenta-se à instância leitora de uma forma outra, proprioceptiva. Esta forma é o corpo próprio que integra, no formato jornalístico, a dimensão passional à dimensão cognitiva, transformando presença sensível em informação, em conhecimento jornalístico.