Estimulação ovariana mínima: protocolo de Fertilização in Vitro com baixas doses de gonadotrofinas para atender casais inférteis de bom prognóstico em centro universitário de reprodução humana

A realização de um ciclo de estimulação ovariana para fertilização in vitro demanda o uso de gonadotrofinas em altas doses para obtenção de múltiplos oócitos em um único ciclo ovulatório. Esse tratamento tem alto custo financeiro, uma parte dele relacionado à medicação, o que dificulta o acesso à ma...

Full description

Bibliographic Details
Author: Nakano, Mayra Satiko Lemos
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-31052023-145852
Online Access:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-31052023-145852/
Access Level:Open access
Keyword:Estimulação ovariana mínima
Fertilização in vitro (FIV)
Gonadotrofinas
Gonadotropins
In vitro fertilization (IVF)
Minimal ovarian stimulation
Description
Summary:A realização de um ciclo de estimulação ovariana para fertilização in vitro demanda o uso de gonadotrofinas em altas doses para obtenção de múltiplos oócitos em um único ciclo ovulatório. Esse tratamento tem alto custo financeiro, uma parte dele relacionado à medicação, o que dificulta o acesso à maioria da população. Protocolos alternativos de estimulação ovariana com baixas doses, denominados estimulação mínima, foram propostos para reduzir os custos do tratamento, em populações selecionadas, sem que com isso haja piora das taxas de gestação. Este estudo avaliou casais inférteis em um centro universitário de Reprodução Humana comparando o protocolo de estimulação ovariana convencional com o protocolo com baixas doses. O desfecho final foi comparar a taxa de gravidez por transferência e por ciclo iniciado em casais inférteis submetidos ao tratamento de fertilização in vitro com protocolo convencional de estimulação ovariana e estimulação ovariana com baixas doses. Noventa casais foram incluídos no estudo (46 no grupo convencional e 44 no grupo com baixas doses). Não houve diferença estatística entre os grupos para os desfechos analisados, sendo que o grupo convencional apresentou taxa de gravidez clínica evolutiva por transferência e taxa cumulativa de 24 e 34% e o grupo de estimulação mínima de 27 e 30% (p = 0,729 e 0,726) respectivamente