Menos do que o possível: subutilização do potencial do design na revista digital em dispositivos móveis

Este trabalho examina a possibilidade de constituição do gênero revista web para dispositivos móveis a partir dos projetos de design dos três maiores semanários informativos do país: Veja, Época e Istoé. Em busca de um padrão de disposição de elementos e acesso às informações capaz de ser reconhecid...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: ROCHA JÚNIOR, Dario Brito
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositório:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/31388
Acesso em linha:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/31388
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Design da informação
Padrão
Revista digital
Dispositivos móveis
Convergência
Descrição
Resumo:Este trabalho examina a possibilidade de constituição do gênero revista web para dispositivos móveis a partir dos projetos de design dos três maiores semanários informativos do país: Veja, Época e Istoé. Em busca de um padrão de disposição de elementos e acesso às informações capaz de ser reconhecido como modelo e também de entender a delicada relação dialética proporcionada entre a forma e o conteúdo, recorremos a reflexões com base nas contribuições de Alexander e Cheptulin. Fazemos uma revisão nas mais recentes tentativas de estudos ao redor do mundo que intentam perceber como se dá o encontro entre o projeto de revista para dispositivos móveis e os webleitores, levando em consideração questões como a mobilidade, as tecnologias disponíveis, percepções de marketing e também a própria herança do design editorial impresso influenciando nas características da web, tais como as encontradas nos agregadores de conteúdo dispostos em sistema de curadoria eletrônica ou no gênero notícia, historicamente presente na sociedade há milênios e de quem emprestamos o pensamento de Marcuschi. As características da convergência midiática, lembradas por Jenkins, também são revisitadas e associadas às discussões sobre um produto nativamente analógico que encontra seu referente no digital móvel. Buscamos levantar todo esse questionamento, nas três publicações já mencionadas, ao longo de 2 anos (2014-2015) e também na primeira edição de 2016. Nossa base metodológica teve como grande contribuição o modelo de Bravo-Waechter adaptado para a percepção dos elementos do webjornalismo nessas publicações, com base na contribuição de Palacios. O resultado frustra de maneira direta a tentativa de levantamento de um padrão, revelando produtos com características completamente distintas. No entanto, o apêndice apresenta duas aplicações realizadas nos anos finais do doutoramento (2015-2017): em sala de aula, nascem dois produtos que exemplificam essa transição do impresso ao digital e apontam um caminho que pode servir como alternativa à falta de padrão.