A gestão autônoma da medicação : uma intervenção analisadora de serviços em saúde mental

Em um contexto de altas taxas de medicalização da população e face ao uso pouco crítico de medicamentos psiquiátricos em serviços de saúde mental, este artigo reporta aspectos de uma pesquisa qualitativa que teve a oportunidade de intervir em práticas de cuidado em três grandes cidades do Brasil. Se...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Onocko-Campos, Rosana Teresa, Passos, Eduardo, Palombini, Analice de Lima, Santos, Deivisson Vianna Dantas dos, Stefanello, Sabrina, Gonçalves, Laura Lamas Martins, Andrade, Paula Milward de, Borges, Luana Ribeiro
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/129431
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/129431
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Serviços de saúde mental
Tomada de decisão
Psicotrópicos
Autonomia pessoal
Mental health care services
Decision- making
Personal autonomy
Psychotropic drugs
Descripción
Sumario:Em um contexto de altas taxas de medicalização da população e face ao uso pouco crítico de medicamentos psiquiátricos em serviços de saúde mental, este artigo reporta aspectos de uma pesquisa qualitativa que teve a oportunidade de intervir em práticas de cuidado em três grandes cidades do Brasil. Seguindo o princípio da Reforma Psiquiátrica brasileira da defesa dos direitos do usuário em participar das decisões sobre seu tratamento, a pesquisa interveio nos centros de atenção psicossocial (CAPS) buscando o “empoderamento” dos usuários em relação ao uso de medicamentos em seus projetos terapêuticos. Foram realizados entrevistas e grupos focais. A partir desse material registrado, o artigo analisou algumas situações que atestaram, entre outras, a dificuldade de evitar o uso do poder sobre os usuários por via da administração de medicamentos psicotrópicos. Também se percebeu, nos serviços pesquisados, pouco diálogo sobre os medicamentos e a existência de espaços de estigmatização onde os direitos dos usuários são inibidos ou aceitos com cautela.