Organizações e disputas por territórios no comércio ambulante do metrô de Recife

O presente artigo objetiva discutir a organização e disputas por território no comércio ambulante praticado no sistema metroviário do Recife (METROREC). Estes atores organizam uma configuração peculiar na ocupação deste território. Os dados obtidos para a análise são resultados de uma pesquisa de ca...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Soares Ribeiro, Rafael, Augusto Souto Maior Fontes, Breno
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Repositorio:Inter-legere
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufrn.br:article/31455
Acceso en línea:https://periodicos.ufrn.br/interlegere/article/view/31455
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ambulantes
Território
Hierarquia
Sociabilidades
Descripción
Sumario:O presente artigo objetiva discutir a organização e disputas por território no comércio ambulante praticado no sistema metroviário do Recife (METROREC). Estes atores organizam uma configuração peculiar na ocupação deste território. Os dados obtidos para a análise são resultados de uma pesquisa de campo realizada durante 7 meses no ano de 2019 com os ambulantes que atuam no sistema metroviário do Recife. Nesta pesquisa foram usados os métodos de coleta de dados através de observação total, observação participante, entrevistas individuais e grupo focal com comerciantes. Os locais escolhidos para a pesquisa foram as estações de metrô que possuem os maiores fluxos de passageiros e de ambulantes em todos os horários do dia. Daremos destaque neste artigo ao conceito de território, bastante discutido e de considerável importância para diversos campos do conhecimento. Com o destaque na abordagem sócio simbólica deste conceito, tendo por pano de fundo a ideia de sociabilidades e práticas de construção de identidades, em um recorte simmeliano. Consideramos que a ideia de território seja bastante útil à compreensão político-existencial das trajetórias das pessoas, na medida em que fornecem às pessoas as referências para a construção de suas identidades.