A correlação entre AGNs e aglomerados de galáxias através do óptico e raios-X

O principal objetivo deste trabalho é investigar a relação dos efeitos ambientais de aglomerados de galáxias com a atividade de galáxias de núcleo ativo (AGN). Além disso, revisitamos relações ambientais entre o aglomerado e a sua população galáctica como um todo. Utilizando um catálogo de 96 aglome...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Queiroz, Johnny Hebert Esteves de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12112019-192201
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14131/tde-12112019-192201/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:aglomerados
AGNs
AGNs.
evolução de galáxias
galaxy clusters
galaxy evolution
meio intra-aglomerado
raios-X
X-ray
Descripción
Sumario:O principal objetivo deste trabalho é investigar a relação dos efeitos ambientais de aglomerados de galáxias com a atividade de galáxias de núcleo ativo (AGN). Além disso, revisitamos relações ambientais entre o aglomerado e a sua população galáctica como um todo. Utilizando um catálogo de 96 aglomerados com dados em raios-X do satélite \\textit e com observações no óptico do DES e SDSS, selecionamos cerca de 1000 AGNs em raios-X. Observamos a conhecida dependência das AGNs com o ambiente quente de aglomerados. A fração de AGNs, $f_{m AGNs}$, é menor no centro dos aglomerados e tem um pico um pouco depois de $R_{200,c}$. Além disso, a $f_{m AGNs}$ em hospedeiras azuis e vermelhas ao longo do raio do aglomerado apresenta um comportamento similar a segregação morfológica da população galáctica. Do ponto de vista evolutivo, encontramos um efeito Butcher-Oemler das AGNs. Observamos um crescimento da $f_{m AGNs}$ azuis de $\\sim 0.2$ em $z=0.1$ até $\\sim 0.5$ em $z = 0.65$. Neste sentido, apontamos para um cenário onde a pressão de arraste e o estrangulamento são os mecanismos responsáveis pela evolução da fração de AGNs observada. Em relação aos aglomerados \\textit (CC), observamos uma anti-correlação da $f_{m AGNs}$ com a intensidade do CC. Apontamos três cenários possíveis para essa observação: (i) a pressão de arraste é mais eficiente em sistemas CC, as galáxias tipo disco perdem seu gás antes de chegar ao centro do aglomerado, devido ao esgotamento do reservatório de gás, temos uma fração menor de AGNs; (ii) aglomerados CC são mais dinamicamente relaxados, não possuem um histórico recente de acreção, as galáxias já perderam todo seu gás frio; (iii) o \\textit é contrabalanceado não apenas pela AGN central mas, também, por toda população de AGNs do aglomerado. Esses cenários podem ser testados em simulações hidrodinâmicas cosmológicas.