Dinâmica costeira e processos erosivos : alternativas de controle para o pontal sul da Ilha de Itamaracá - PE, Brasil

A intensificação da pressão antrópica e as alterações dos padrões climáticos têm interferido sobremaneira nos processos físicos responsáveis pelo equilíbrio e variabilidade naturais dos ecossistemas costeiros, tornando cada vez mais evidentes e perceptíveis às populações litorâneas os problemas rela...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: ARAÚJO, Rodolfo Jorge Vale de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/49532
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/49532
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Oceanografia
Dinâmica sedimentar
Erosão costeira
Sensoriamento remoto
Linha de Costa
Gerenciamento costeiro
Forte Orange
Descripción
Sumario:A intensificação da pressão antrópica e as alterações dos padrões climáticos têm interferido sobremaneira nos processos físicos responsáveis pelo equilíbrio e variabilidade naturais dos ecossistemas costeiros, tornando cada vez mais evidentes e perceptíveis às populações litorâneas os problemas relacionados à erosão. De comparável importância, os padrões de uso e ocupação do litoral interferem na estabilidade e na morfologia da planície costeira, assumindo um importante papel em sua evolução. Através da combinação de um conjunto de dados formados por imagens de sensoriamento remoto, pontos geodésicos, séries temporais da linha de costa, reanálises globais e índices climáticos oceano-atmosfera, foram analisados e identificados os processos costeiros dominantes, o balanço sazonal dos estoques sedimentares, e as variações espaço-temporal e morfológica da linha de costa, das praias e dos bancos arenosos localizados na margem insular da desembocadura sul do Canal de Santa Cruz, na Ilha de Itamaracá, Pernambuco – Brasil. Além disso, imagens e documentos históricos, instrumentos e diretrizes para gestão costeira foram utilizados para avaliar as estratégias de proteção às praias e os riscos ao patrimônio histórico. O trecho de praia mais abrigado do pontal sul da Ilha de Itamaracá, entre dez/2017 e dez/2018, apresentou balanço sedimentar positivo (+704,52m3) enquanto o intermediário e o mais exposto, negativos (-5.009 e -14.110m3, respectivamente). A variação espaço-temporal da linha de costa, na escala interanual 2011-2020, classificou todas as praias analisadas em erodida ou criticamente erodida, com taxas máximas de regressão de -6,78 e -8,55m/ano. Os períodos erosivos foram relacionados às fases mais energéticas da potência de onda, impulsionados, por sua vez, por eventos de La Niña, mais intensos a partir de 2006 e durante a estação chuvosa. Por fim, expostas à erosão costeira e localizadas entre praias erodidas e criticamente erodidas, as estruturas do Forte Orange (1633), além de achados arqueológicos e documentos históricos, serviram como registro das primeiras tentativas de se lidar com o processo erosivo atuante na área de estudo. Atualmente, a adaptação à erosão costeira exige Políticas Públicas eficientes e instrumentos adequados para Gestão Integrada da Zona Costeira, que possam promover a responsabilidade compartilhada e a ampla participação na tomada de decisões para a gestão sustentável dos recursos e sistemas costeiros.