O pensamento epistemológico de Karl Popper
Desde a antiguidade, o critério de demarcação entre o que é ciência e o que não é ciência tem sido discutido. A noção que então se tinha de ciência coincidia com a busca do saber absoluto. Tornava-se necessária, para os pensadores gregos, entre eles, Aristóteles, Pitágoras e Descartes, a consolidaçã...
| Authors: | , |
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2007 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/20713 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/10183/20713 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Popper, Karl Raimund Sir, 1902-1994. Epistemologia Filosofia da ciência Epistemologists Thought Karl Popper Inductivism Science Thomas Kuhn Falsifiability |
| Summary: | Desde a antiguidade, o critério de demarcação entre o que é ciência e o que não é ciência tem sido discutido. A noção que então se tinha de ciência coincidia com a busca do saber absoluto. Tornava-se necessária, para os pensadores gregos, entre eles, Aristóteles, Pitágoras e Descartes, a consolidação de uma distinção precisa entre o saber contingente e o saber necessário, pois o único discurso que poderia satisfazer às exigências do rigor científico era aquele que apontasse, nos fenômenos, conexões causais cuja necessidade pudesse ser demonstrada. Antes de Popper, o pensamento filosófico ocidental atravessou séculos tentando explicar por que nossas teorias frequentemente estavam erradas. Em sua obra fundamental, A Lógica da Pesquisa Científica, Karl Popper coloca em novos termos a discussão epistemológica ao demonstrar que o erro, em vez de ser um mal que pode ser evitado através do recurso a algum procedimento metodológico específico, constitui componente inevitável de qualquer teoria científica, sendo o motor pelo qual a ciência se move Buscando captar a lógica do desenvolvimento da ciência, Popper inicia sua exposição destruindo aquele que talvez fosse, de todos os princípios filosóficos, o mais caro aos cientistas e à boa parte dos filósofos de seu tempo: o princípio da indução como método de procedimento científico. Neste artigo, abordam-se alguns dos principais tópicos do pensamento popperiano, como o princípio da indução, a concepção de ciência e a falseabilidade. Também se intenta aduzir alguns debates filosóficos, justapondo às opiniões de Popper e de críticos ao seu pensamento. A contestação aludida ao pensamento popperiano advém do professor Thomas S. Kuhn, da Princeton University. Kuhn objeta à opinião de Popper quando este afirma que o cientista é um solucionador de problemas. Para Kuhn, os cientistas são solucionadores de enigmas e não de problemas. Essa posição, afirma Kuhn, é quase contrária a de Popper Essas poucas diferenças de opinião entre Kuhn e Popper têm como intuito incrementar a erudição sobre o pensamento popperiano. Percebe-se que o procedimento genuinamente científico começa onde termina a indução. A observação empírica sistemática é sempre uma etapa posterior à elaboração de uma hipótese original e tem a finalidade única de testar essa hipótese. Cabeaqui uma manifestação de gratidão a Sir Karl Raimund Popper por sua colaboração ao desenvolvimento do conhecimento científico. |
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