Teste adaptativo computadorizado nas avaliações educacionais e psicológicas

Testes Adaptativos Computadorizados (TAC) são aqueles que selecionam gradativamente as questões (itens) a serem apresentadas ao indivíduo de acordo com o seu nível de conhecimento (traco latente). Um TAC pode se basear em um modelo da Teoria da Resposta ao Item (TRI) para a estimação do traco latent...

Full description

Bibliographic Details
Author: Ricarte, Thales Akira Matsumoto
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2013
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-16052013-143315
Online Access:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/55/55134/tde-16052013-143315/
Access Level:Open access
Keyword:Computerized adaptive test
Graduated response model
Item response theory
Modelo de resposta gradual
Modelo de Samejima
Samejima model
Teoria de resposta ao item
Teste adaptativo computadorizado
Description
Summary:Testes Adaptativos Computadorizados (TAC) são aqueles que selecionam gradativamente as questões (itens) a serem apresentadas ao indivíduo de acordo com o seu nível de conhecimento (traco latente). Um TAC pode se basear em um modelo da Teoria da Resposta ao Item (TRI) para a estimação do traco latente e escolha do item a ser apresentado em cada passo do teste. Este trabalho apresenta modelos da TRI utilizados em TAC encontrados na literatura e descreve alguns métodos de calibração de itens para a formação e manutenção do banco de questões do teste sob o modelo de Samejima (1969), estimação do traço latente, seleção de itens com restrições utilizando a abordagem Shadow test e critérios de parada normalmente utilizados. Foram realizadas simulações com um banco grande (500 itens) e com um banco pequeno (21 itens) e avaliada a qualidade das estimativas dos traços latente (através do cálculos dos vícios e erros quadráticos médios) de TACs com diferentes números de itens. Foi aplicado o modelo de Samejima às respostas de estudantes do Exame ao proficiência em inglês (EPI) do ICMC - USP, que é aplicado semestralmente no formato lápis e papel, para a formação de um banco de itens e posterior construção de um TAC. Também foi aplicado o modelo às respostas de pacientes clínicos do Hospital das Clínicas da Medicina da USP, cedido pelo doutor Yuang-Pang Wang, ao Inventário de Depressão de Beck (BDI) para os mesmos propósitos. Comparações com a atual metodologia para avaliação da proficiência em língua inglesa do EPI (Medida de Probabilidade Admissível, MPA) e para o diagnóstico de depressão do BDI (critério sugerido por Kendall et al., 1987) foram realizadas demonstrando as vantagens e maior riqueza dos resultados obtidos com a TRI e com os TACs implementados. Adcionalmente foi desenvolvido um programa Same-CAT que armazena bancos de itens e possibilita a criação e aplicação de TACs com restrições, através da abordagem Shadow test