A camisa do colégio: a reprodução de estigmas sociais pela escola e a construção de identidades para as juventudes cariocas (2008)

Analisando a relação entre a juventude carioca do bairro da Tijuca, na Zona Norte da cidade, e as escolas públicas e privadas, é possível perceber que ocorre uma reprodução institucional do estigma urbano do favelado. A partir de um estudo histórico sobre a associação entre “escolas públicas” e “pob...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Marcella Carvalho de Araujo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Ponto Urbe
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/220689
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/pontourbe/article/view/220689
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:juventude, escola, estigma
juventude
escola
estigma
Antropologia
Antropologia Urbana
Ciências Sociais
Descripción
Sumario:Analisando a relação entre a juventude carioca do bairro da Tijuca, na Zona Norte da cidade, e as escolas públicas e privadas, é possível perceber que ocorre uma reprodução institucional do estigma urbano do favelado. A partir de um estudo histórico sobre a associação entre “escolas públicas” e “pobres”, pude perceber que a escola é também um importante locus para a análise de como “morar na favela” e “morar no asfalto” influenciam as dinâmicas e os espaços sociais dos jovens, bem como conformam um campo de possibilidades e projetos de vida para eles (Velho, 2008). Em trabalhos de campo, percebi a presença latente do estigma do “favelado”, a partir da observação de brigas entre jovens de escolas públicas e particulares, nas quais os alunos utilizam adjetivos como “favelados”, “bandidos” e “playboys”, para se xingarem.