O cinema documentário de Santiago Álvarez na construção de uma épica revolucionária

Esta tese analisa algumas das estratégias discursivas presentes na obra documentária do cineasta cubano Santiago Álvarez Román (1919-1998), no sentido de identificar qual o papel do seu cinema como instrumento na formação arquetípica do heroísmo revolucionário latino-americano entre as décadas de 19...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Prioste, Marcelo Vieira
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-02032015-100609
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-02032015-100609/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:América Latina
Cuba
cuba
documentário
documentary
Latin America
Santiago Álvarez
Descripción
Sumario:Esta tese analisa algumas das estratégias discursivas presentes na obra documentária do cineasta cubano Santiago Álvarez Román (1919-1998), no sentido de identificar qual o papel do seu cinema como instrumento na formação arquetípica do heroísmo revolucionário latino-americano entre as décadas de 1960 e 1970, tendo como epicentro a Revolução Cubana e o Nuevo Cine Latinoamericano. Questão que foi desenvolvida baseando-se em documentários curtas-metragens reconhecidos pela sua repercussão e empenho retórico como: Muerte al Invasor (1961), Ciclón (1963), Cerro Pelado (1966), Hanói, Martes 13 (1967), Hasta la Victoria Siempre (1967), El Tigre Salto y Mato...Pero Morira...Morira (1973) e Mi Hermano Fidel (1977). Filmes que, no transcurso desta pesquisa, mostraram-se componentes de um arco narrativo basilar para a formação de uma épica revolucionária, que englobou do herói coletivo, aquele que representa os anseios por uma nova ordem social, ao herói mártir, aquele reconhecido por sacrificar-se em nome desta ordem, até os esboços de um herói romanesco, que abdica deste protagonismo ao, como indivíduo, entronizar a subjetividade como valor na sua reconciliação com o mundo