Cortisol salivar noturno no diagnóstico de recidiva em pacientes com Doença de Cushing operados

Introdução: Doença de Cushing (DC) é uma doença rara causada por tumor hipofisário secretor de ACTH apresentando alta morbimortalidade. O diagnóstico se baseia em testes laboratoriais que confirmam o hipercortisolismo autônomo ACTH dependente. A cirurgia transesfenoidal (CTE) é o tratamento de prime...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Alexandre, Anne Elise
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20022025-134110
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-20022025-134110/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cortisol salivar noturno
Cushing's Disease
Doença de Cushing
late night salivary cortisol
Recidiva
Recurrence
Remissão
Remission
Descripción
Sumario:Introdução: Doença de Cushing (DC) é uma doença rara causada por tumor hipofisário secretor de ACTH apresentando alta morbimortalidade. O diagnóstico se baseia em testes laboratoriais que confirmam o hipercortisolismo autônomo ACTH dependente. A cirurgia transesfenoidal (CTE) é o tratamento de primeira linha objetivando a ressecção do adenoma hipofisário e remissão do hipercortisolismo. Os pacientes em remissão devem ser seguidos no longo prazo pelo risco de recidiva que ocorre em até 25% dos casos. Os critérios laboratoriais diagnósticos de recidiva ainda não estão bem estabelecidos na literatura. Objetivos: Objetivo primário: Identificar acurácia da dosagem do cortisol salivar noturno (LNSC) no diagnóstico da recidiva da DC em pacientes com remissão pós CTE. Objetivo secundário: Avaliar a evolução no longo prazo do LNSC em pacientes com recidiva do hipercortisolismo e identificar fatores de risco pré- e pós-operatórios. Métodos: Estudo retrospectivo dos 54 casos com DC operados e que obtiveram remissão pós CTE, em seguimento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Remissão da DC foi definida como cortisol plasmático menor que 5 mcg/dL até o trigésimo dia pós CTE associado a melhora dos sinais e sintomas relacionados a DC. Os pacientes com critérios de remissão pós CTE foram divididos em 3 grupos: Remissão (RM) - LNSC dentro da normalidade e sem sinais clínicos de recorrência; Recidiva Clínica (RC) - elevação do LNSC e piora dos sinais associados ao hipercortisolismo; Recidiva Bioquímica - pelo menos 2 valores de LNSC alterados, porém sem evidência clínica de recorrência. Resultados: A taxa de remissão pós CTE foi de 64%. Pacientes (46 femininos e 8 masculinos), média de idade ao diagnóstico de 32 anos (5-58 anos), com seguimento médio de 12,8 anos (4-32 anos) apresentaram remissão sem insuficiência adrenal permanente foram incluídos no estudo e divididos nos três grupos: RM (n=18), RC (n=13) e RB (n=23). A concentração de 272 ng/dL do LNSC apresentou sensibilidade de 92% e especificidade de 95% (AUC: 0.97; 95% IC = [0.93; 1,00]) para o diagnóstico de recorrência da DC. O tempo médio de uso de glicocorticoide (GC) no pós-operatório foi de 9; 34 e 17 meses para os grupos RC, RM e RB, respectivamente, sendo menor no grupo RC comparado ao grupo RM (p=0.046). Conclusão: No presente estudo, o LNSC teve alta acurácia no diagnóstico da recidiva da DC. O valor de corte do LNSC para diagnóstico de recidiva foi semelhante ao valor utilizado para o diagnóstico da DC. Um menor tempo de terapia de reposição com GC pós remissão da DC parece ser um preditor de recorrência. Múltiplas coletas de LNSC em dias consecutivos podem detectar alterações sutis no ritmo circadiano do cortisol e o risco de recorrência.