Avaliação morfométrica em radiografias panorâmicas de pacientes na lista de transplante hepático

A doença hepática causa alterações no metabolismo ósseo provocando a perda óssea nos indivíduos, principalmente naqueles com doença hepática de longa duração com necessidade de transplante hepático. A radiografia panorâmica vem sendo utilizada como preditor de baixa densidade óssea mineral, visto qu...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Rezende, Renata Portela de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/29177
Acceso en línea:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29177
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Radiografia Panorâmica
Perda óssea alveolar
Hepatopatias
Análise radiomorfométrica
Descripción
Sumario:A doença hepática causa alterações no metabolismo ósseo provocando a perda óssea nos indivíduos, principalmente naqueles com doença hepática de longa duração com necessidade de transplante hepático. A radiografia panorâmica vem sendo utilizada como preditor de baixa densidade óssea mineral, visto que a forma e a espessura da cortical mandibular pode ser usada como ferramentas para detectar o risco de perda óssea sistêmica. O objetivo desse estudo foi avaliar índices radiomorfométricos em indivíduos com diagnostico de hepatopatia na lista de transplante hepático. Assim foram selecionadas radiografias panorâmicas convencionais de 130 indivíduos na fila de transplante hepático que constituíram o grupo teste. Radiografias panorâmicas digitais de pessoas sem queixa de doença hepática ou de alterações ósseas, pareadas por sexo e idade na proporção de 1:1, constituíram o grupo controle. As radiografias convencionais foram digitalizadas por um scanner de mesa com leitor de transparência (600 dpi e 8bits) e salvas com extensão bmp. Todas as radiografias foram analisadas no Programa ImageJ®, após calibração das imagens, sendo aferidos os seguintes índices: largura da cortical mandibular (LCM); índice de reabsorção óssea alveolar mandibular (IROAM); índice panorâmico mandibular (IPM); e padrão morfológico do córtex inferior mandibular (CIM). As medidas foram realizadas nos dois lados da mandíbula, duas vezes, por um único avaliador e submetidos a análise estatística. Foram empregados o teste t de Student para amostras pareadas e o Qui-quadrado, para uma probabilidade de erro de 5%. Os resultados demonstraram haver diferença estatística entre os grupos teste e controle quando comparado o padrão morfológico do CIM (p= 0,002), principalmente para os escores 2 e 3 desse índice (p<0,05). Adicionalmente esse índice mostrou-se indicador de perda óssea para homens (p= 0,000), com mais de 50 anos de idade (p= 0,000), portadores de hepatite C (p= 0,006) e Doença Alcóolica do Fígado (DAF) (p= 0,02) e com escores mais graves da doença de acordo com a classificação de Child-Pugh (p<0,05). O índice LCM foi significativo para indivíduos com mais de 50 anos (p= 0,04) e o IPM para indivíduos com hepatite C (p= 0,03). Do exposto, pode-se inferir que a perda óssea em indivíduos com doença hepática pode ser detectada pela avaliação morfométrica em radiografias panorâmicas.