A importância da ação do hormônio do crescimento sobre os neurônios NPY/AgPR do hipotálamo.
O hormônio do crescimento (GH) age sobre tecidos periféricos e está relacionado com várias funções do organismo como, o controle do metabolismo, crescimento somático e processos celulares. Existem evidências que o GH pode exercer efeitos sobre o sistema nervoso central (SNC). Neurônios que co-expres...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-17062019-165021 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42137/tde-17062019-165021/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Obesidade; metabolismo; leptina; hipotálamo; ingestão alimentar e GH; Obesity; metabolism; leptin; hypothalamus; food intake and GH; |
| Sumario: | O hormônio do crescimento (GH) age sobre tecidos periféricos e está relacionado com várias funções do organismo como, o controle do metabolismo, crescimento somático e processos celulares. Existem evidências que o GH pode exercer efeitos sobre o sistema nervoso central (SNC). Neurônios que co-expressam o neuropeptideo Y (NPY) e a proteína relacionada agouti (AgRP) estão localizados na parte ventromedial do núcleo arqueado do hipotálamo (ARH). Com intuito de estudar a ação do GH especificamente em neurônios NPY/AgRP, iremos utilizar o sistema Cre-LoxP que permite a manipulação gênica de maneira tecido-específica. Sendo assim, inativamos o receptor de GH em neurônios NPY/AgRP em animais fêmeas (GHR/AgRP KO). Como já é bem sabido, essa população de neurônios é conhecida como um potente estimulador do apetite, objetivamos verificar se a falta do receptor de GH (GHR), pode impactar fatores metabólicos. Na validação do modelo observamos que os neurônios NPY/AgRP são responsivos ao GH. As fêmeas GHR/AgRP KO não apresentam diferença no peso corporal. Além disso, não foram observadas diferenças na avaliação metabólica, como, tolerância à glicose, sensibilidade à insulina ou na resposta à leptina. Assim como não observamos diferenças significativa no gasto energético. Quando desafiadas à restrição alimentar, as fêmeas GHR/AgRP KO apresentam maior dificuldade de sustentar a glicemia e perdem mais peso que as fêmeas controles. Por outro lado, a resposta contra regulatória à hipoglicemia é similar entre os animais GHR/AgRP KO e os controles. Ainda, quando expostas ao estresse por contenção, as fêmeas GHR/AgRP KO apresentaram consumo alimentar similar aos animais do grupo controle. Um segundo grupo foi gerado com o intuito de analisarmos o equilíbrio energético e homeostase da glicose durante a gestação e lactação. Os grupos responderam de forma similar tanto ao que se refere ao equilíbrio energético, quanto em relação a glicemia. Por fim, após os aspectos relacionados ao metabolismo energético, utilizando a técnica de ensaio de flexão de três pontos, que analisa parâmetros relacionados ao metabolismo ósseo, observamos que o grupo controle e GHR/AgRP KO não apresentaram diferenças significantes nos parâmetros ósseos analisados. Nossos resultados sugerem que o GH exerce efeito sobre o metabolismo via neurônios NPY/AgRP apenas durante situações de estresse crônico como por exemplo, em situação de privação alimentar. |
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