Ponto de partida, ponto de encontro: "El eco de mi madre", de Tamara Kamenszain

Este ensaio pretende trazer modos de ler "El eco de mi madre", de Tamara Kamenszain, compreendendo o livro como um duplo eco e percorrendo suas ressonâncias e dissonâncias ao buscar o que se desloca da escuta para a escrita: por exemplo, como essa escrita traz marcas do ritmo de um trauma...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Magalhães, Danielle
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Argentina
Institución:Universidad Nacional de La Plata
Repositorio:SEDICI (UNLP)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:sedici.unlp.edu.ar:10915/162419
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/162419
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Letras
Tamara Kamenszain
poesia
luto
poetry
mourning
Poesía
duelo
Descripción
Sumario:Este ensaio pretende trazer modos de ler "El eco de mi madre", de Tamara Kamenszain, compreendendo o livro como um duplo eco e percorrendo suas ressonâncias e dissonâncias ao buscar o que se desloca da escuta para a escrita: por exemplo, como essa escrita traz marcas do ritmo de um trauma inscrito no corpo que ressoa o que foi emudecido na língua materna? O deslocamento, portanto, vai se configurando como operador das chaves de leitura: da ontologia (“ser”) para a convivialidade (“estar-com”), da estabilização do referente para uma posição cambiante do sujeito e do lugar enunciativos, do ponto de desarticulação da língua para uma ponte de encontro entre vivos e mortos, do ponto de desarticulação da prosa para o ponto de partida do verso, da fixidez do ponto final para a suspensão do ponto como um ponto de partida de um romance. Esses e outros deslocamentos vão se tecendo a partir de operações de corte e alinhavo do que se transmite ou não de uma língua, inventando outra que seja, a um só tempo, um idioma para falar tanto com mortos como com bebês.