Alteração hidrotermal e fluidos mineralizantes no alvo Jerimum de Baixo, Campo Mineralizado do Cuiú-Cuiú, Província Aurífera do Tapajós: um estudo baseado em petrografia, inclusões fluidas e química mineral

O alvo Jerimum de Baixo está localizado no Campo Mineralizado do Cuiú-Cuiú, região central da Província Aurífera do Tapajós, Cráton Amazônico. O alvo abrange rochas de composição monzogranítica portadoras de biotita rica em Fe, essencialmente isotrópicas e que foram de fraca a fort...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Oliveira, Helder Thadeu de, Borges, Régis Munhoz Krás, Klein, Evandro Luiz, Lamarão, Claudio Nery, Marques, Gisele Tavares, Lima, Rafael Guimarães Correa
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2019
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Geologia USP. Série Científica (Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/142134
Online Access:https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/142134
Access Level:Open access
Keyword:Tapajós Province
Hydrothermal alteration
Gold mineralization
Fluid inclusions
Chemistry mineral
Província Tapajós
Alteração hidrotermal
Mineralização aurífera
Inclusões fluidas
Química mineral
Description
Summary:O alvo Jerimum de Baixo está localizado no Campo Mineralizado do Cuiú-Cuiú, região central da Província Aurífera do Tapajós, Cráton Amazônico. O alvo abrange rochas de composição monzogranítica portadoras de biotita rica em Fe, essencialmente isotrópicas e que foram de fraca a fortemente hidrotermalizadas. Cloritização, sericitização, sulfetação, silicificação e carbonatação são os tipos de alteração mais importantes. A clorita hidrotermal é do tipo chamosita e foi formada entre 261 e 315ºC. A mica branca apresenta composição fengítica. A mineralização é representada por vênulas de quartzo com baixo teor de sulfetos (pirita + pirrotita ± calcopirita ± galena ± esfalerita) em que o ouro ocorre livre e em zonas mais fragilizadas e alteradas, geralmente associado à pirrotita. O estudo petrográfico e microtermométrico de inclusões fluidas hospedadas em quartzo de vênulas definiu inclusões aquocarbônicas, carbônicas e aquosas. Os fluidos com CO2 representam o provável fluido mineralizador e foram gerados por processos de separação de fases entre 280 e 380ºC. Uma posterior infiltração e processos de mistura com fluidos meteóricos são indicados para os fluidos aquosos mais tardios. Separação de fases, modificações nas condições do pH e interação fluido/rocha foram os mecanismos importantes para a precipitação do Au, que se deu em nível rúptil-dúctil da crosta (entre 2 e 6 km). O conjunto de dados até aqui disponíveis indicam para o alvo Jerimum de Baixo uma filiação metalogenética similar a de depósitos auríferos relacionados à intrusão.