Intervenção psicossocial com adolescentes que cometeram ofensa sexual e suas famílias: o grupo multifamiliar

Este artigo apresenta um relato de experiência sobre uma intervenção psicossocial, de Grupo Multifamiliar (GM), junto a adolescentes que cometeram ofensa sexual. Práticas como esta são uma maneira de garantir proteção às vítimas e diminuição da probabilidade de reincidência. É necessário que haja re...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Tavares, Andrea Schettino, Montenegro, Neulabihan Mesquita e Silva
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Instituto Noos
Repositorio:Nova Perspectiva Sistêmica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revistanps.com.br:article/500
Acesso em linha:https://www.revistanps.com.br/nps/article/view/500
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Adolescentes
Ofensa sexual
Intervenção psicossocial
Grupo multifamiliar
Descrição
Resumo:Este artigo apresenta um relato de experiência sobre uma intervenção psicossocial, de Grupo Multifamiliar (GM), junto a adolescentes que cometeram ofensa sexual. Práticas como esta são uma maneira de garantir proteção às vítimas e diminuição da probabilidade de reincidência. É necessário que haja responsabilização jurídica e atendimento psicossocial para os autores de violência, conforme prevê o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Participaram da intervenção 10 famílias, que se encontraram durante sete sessões, totalizando 21 horas de intervenção grupal. Discutiu-se os seguintes temas: proteção, sexualidade, abuso sexual é crime, transgeracionalidade, autoestima e projeto de namoro e de futuro. O GM oferece aos adolescentes e suas famílias o contexto e os instrumentos para a ampliação do espaço de conversação, orientação parental, reflexão, acolhimento do sofrimento de todos e promoção da saúde. Isto porque enfoca as potencialidades; valoriza os vínculos afetivos, papéis filiais e parentais; e reconhece o momento de busca de autonomia do adolescente e a consequente necessidade de aceitação dessa fase do desenvolvimento por parte dos pais (ou cuidadores que exercem esse papel). Após o término do GM, avaliou-se a necessidade de adolescentes serem encaminhados para a rede de proteção, em relação às vulnerabilidades presentes.